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Lei Larissa Manoela: Câmara aprova projeto que caracteriza “condutas abusivas” de pais sobre patrimônio dos filhos

27 mar 2025 - 11:00

Redação Em Dia ES

por Julieverson Figueredo

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Texto segue para o Senado e foi inspirado no caso da atriz Larissa Manoela, que rompeu relações com os pais por questões financeiras
Câmara aprova projeto de lei que caracteriza "condutas abusivas" de pais sobre patrimônio dos filhos. Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Câmara dos Deputados aprovou, na última terça-feira (25), um projeto de lei que estabelece regras para a administração de bens de crianças e adolescentes por parte dos pais e caracteriza como “condutas abusivas” certas práticas relacionadas ao patrimônio dos filhos. O texto segue agora para análise do Senado.

A proposta foi inspirada no caso da atriz Larissa Manoela, que, em 2023, relatou em entrevista ter se afastado dos pais devido a discussões sobre dinheiro. Segundo a artista, os familiares gerenciavam sua carreira e parte financeira sem transparência. Na época, a atriz rompeu juridicamente com os pais e abriu mão de um patrimônio estimado em R$ 18 milhões.

O que diz o projeto?
De autoria da deputada federal Silvye Alves (União-GO), o Projeto de Lei 3914/23 tem como objetivo evitar o uso indiscriminado dos bens de menores de idade e impedir que os pais obtenham proveito econômico dos filhos.

O texto estabelece que, até dois anos depois de atingirem a maioridade, os filhos poderão exigir dos pais a prestação de contas sobre a administração de seus bens. Caso haja danos ou prejuízos, os pais deverão responder por eles.

O projeto também prevê que o Ministério Público (MP) ou o próprio filho podem acionar a Justiça caso a gestão dos pais represente risco ao patrimônio.

O juiz poderá determinar:
– Restrição de acesso aos recursos financeiros para garantir que sejam usados em benefício da criança ou adolescente;
– Constituição de uma reserva especial de parte dos recursos financeiros para preservar o patrimônio;
– Auditoria periódica nas contas, bens e investimentos relacionados.

Substitutivo e regras sobre empresas
O projeto foi aprovado com um substitutivo da relatora, deputada federal Rosangela Moro (União-SP), que retirou a tipificação penal do texto original, determinando que os casos sejam resolvidos por medidas judiciais.

A proposta também estabelece regras sobre empresas constituídas por pais em conjunto com os filhos.

Segundo o texto, os pais ficam impedidos de:
– Vender ou renunciar a direitos relacionados a cotas e participações de empresas, objetos preciosos e valores mobiliários dos filhos;
– Contrair obrigações em nome dos filhos menores de idade que ultrapassem os limites da simples administração.

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Atualizado: 27/03/2025 11:08

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