Os Estados Unidos revogaram o visto de Jorge Messias, advogado-geral da União. Em nota, ele afirmou que a medida é uma agressão injusta e incompatível com a condução de relações diplomáticas e econômicas entre os dois países.
Messias também reafirmou “integral compromisso com a independência constitucional do nosso Sistema de Justiça”.
A medida é tomada em um contexto em que o governo de Donald Trump faz acusações contra o Judiciário brasileiro, em especial o Supremo Tribunal Federal, após a condenação de Jair Bolsonaro (PL) por participação em uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
De acordo com a agência de notícias Reuters, o governo de Donald Trump também está revogando vistos do:
- ex-procurador-geral da República José Levi
- ex-ministro do Tribunal Eleitoral Benedito Gonçalves
- juiz auxiliar e assessor do Supremo Tribunal Federal Airton Vieira
- ex-assessor do Tribunal Eleitoral Marco Antonio Martin Vargas
- e de Rafael Henrique Janela Tamai Rocha, outro assessor judicial de alto escalão.
A agência pontuou que vários deles são assessores ou então são ou foram aliados ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Veja nota de Jorge Messias na íntegra:
“As mais recentes medidas aplicadas pelo governo dos EUA contra autoridades brasileiras e familiares, agrava um desarrazoado conjunto de ações unilaterais, totalmente incompatíveis com a pacífica e harmoniosa condução de relações diplomáticas e econômicas edificadas ao longo de 200 anos entre os dois países.
Diante desta agressão injusta, reafirmo meu integral compromisso com a independência constitucional do nosso Sistema de Justiça e recebo sem receios a medida especificamente contra mim dirigida. Continuarei a desempenhar com vigor e consciência as minhas funções em nome e em favor do povo brasileiro.
Ministro Jorge Messias
Advogado-Geral da União do Brasil”
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