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Sindicato acusa prefeitura de desrespeito e convoca servidores para protesto em Linhares

24 abr 2026 - 10:45

Redação Em Dia ES - por Julieverson Figueredo

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Em vídeo publicado nas redes sociais nesta sexta-feira (24), presidente do SISPML cobra promessas não cumpridas sobre reajuste salarial e pede apoio da população em manifestação marcada para a Praça dos Correios
Servidores de Linhares fazem protesto neste sábado após prefeitura descumprir promessa de reajuste. Foto: Reprodução

O Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Linhares (SISPML) publicou na manhã desta sexta-feira (24) um chamado oficial para que a categoria vá às ruas em protesto neste sábado (25), a partir das 8h, na Praça dos Correios. A mobilização, divulgada por meio de um vídeo nas redes sociais da entidade, ocorre em resposta à insatisfação com o reajuste salarial concedido pela atual administração. A presidente do sindicato, Paula Calmon, acusa a prefeitura de descumprir promessas de valorização e pede o apoio da população durante o ato.

Na publicação, que traz a legenda “Servidor que move Linhares não pode ser tratado com desrespeito”, o sindicato orienta os trabalhadores a transformarem a indignação em atitude, destacando que a manifestação busca demonstrar “a força de quem faz essa cidade funcionar todos os dias”.

No vídeo divulgado, a presidente do SISPML, Paula Calmon, afirma que o movimento não possui caráter político e detalha a posição da entidade. “Esperávamos, no mínimo, o cumprimento daquilo que foi prometido. Uma valorização real, justa, digna, para quem sustenta os serviços públicos todos os dias”, declarou a representante sindical.

Calmon pontuou que o percentual de reajuste aplicado foi inferior ao esperado pela categoria, mesmo com o orçamento sendo elaborado pela atual gestão. “Foi dito que esse ano seria melhor, que teria um reajuste superior ao anterior. E não foi isso que aconteceu, foi exatamente ao contrário. Isso tem nome, diz respeito com nossos servidores. E nós não podemos aceitar isso de cabeça baixa”, afirmou.

A presidente também direcionou uma mensagem aos munícipes, solicitando adesão. “À população, pedimos compreensão e apoio. Porque a luta é nossa, mas o impacto é de toda a cidade”, disse Paula Calmon, acrescentando que o sindicato promoverá uma série de manifestações para evidenciar a força dos trabalhadores perante o Executivo e a sociedade.

Reajuste de 5% e ameaça de greve
A manifestação convocada para este sábado (25) é o primeiro passo de um cronograma de mobilizações aprovado pelos servidores em Assembleia Geral Extraordinária realizada no dia 8 de abril. A categoria decidiu iniciar os protestos após a aprovação do projeto do Executivo pela Câmara Municipal, no dia 1º de abril, que fixou a correção salarial em 5%.

Os trabalhadores reivindicam um aumento de 15% e a criação de um auxílio de R$ 800. Segundo o SISPML, a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 aponta um aumento de receita no município que viabiliza a concessão dos 15% sem comprometer os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O sindicato alega que, em 2025, a categoria aceitou limitações orçamentárias sob o compromisso de que haveria uma valorização em 2026. Mesmo fixando o pedido inicial em 15%, os servidores já haviam sinalizado nas assembleias anteriores a disposição para negociar um patamar intermediário, entre 10% e 12%.

Para o ato na Praça dos Correios, a orientação oficial do sindicato é que os participantes compareçam vestindo camisas pretas. O protesto contará com cartazes confeccionados pelo SISPML com dizeres como “Prefeito, a culpa é sua” e “Servidor na rua”.

Além da marcha pelas vias do centro da cidade, o plano de ação aprovado pelos servidores inclui:

  • Atos oficiais em frente à prefeitura municipal;
  • Protestos em frente às escolas da rede pública;
  • Fixação de faixas pretas em repartições públicas (incluindo CRAS e escolas) para simbolizar luto pela desvalorização;
  • Mobilização digital nas redes sociais.

A categoria permanece em estado de alerta e mobilização permanente. Ficou estabelecido em assembleia que, caso não haja avanço nas negociações financeiras com a administração municipal após os primeiros movimentos, uma nova reunião será convocada para deliberar sobre a deflagração de uma greve geral no funcionalismo público de Linhares.

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Atualizado: 24/04/2026 11:14

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