O comércio do Espírito Santo projeta movimentar R$ 286,3 milhões em vendas para o Dia das Mães, alcançando o segundo melhor resultado para a data desde 2008. Segundo dados do Connect Fecomércio-ES, a previsão indica um crescimento de 3,1% em relação ao ano anterior, quando o setor faturou R$ 277,6 milhões, consolidando o terceiro ano consecutivo de expansão.
As análises foram realizadas com base em dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A data é considerada o “segundo Natal” para o varejo devido à sua capacidade de estimular o fluxo de consumidores, renovar estoques e intensificar a concorrência entre o comércio físico e o digital.
Setores em destaque
A maior concentração do consumo deve ocorrer no segmento de vestuário e calçados, com uma movimentação estimada em R$ 129,7 milhões, o que corresponde a 45% do total previsto para o estado. Em segundo lugar aparece o setor de farmácias e perfumarias, com expectativa de R$ 64,9 milhões (22%), impulsionado pela procura por itens de cuidados pessoais.
O levantamento aponta ainda que o segmento de móveis e eletrodomésticos deve registrar R$ 33,6 milhões em vendas (12%), seguido por utilidades domésticas e eletroeletrônicos, com previsão de R$ 29,8 milhões (10%).
De acordo com o coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, o aumento das vendas amplia a circulação de renda no estado. “Datas como o Dia das Mães continuam sendo fundamentais para sustentar o dinamismo do setor. A previsão é que os consumidores busquem custos acessíveis, mas sem deixar de presentear”, afirmou.
Comportamento de preços e inflação
Apesar da projeção de crescimento, o comportamento dos preços apresenta variações distintas entre as categorias. O setor de vestuário registrou queda de preços na Grande Vitória, com deflação de -0,12% no mês e -1,23% no acumulado do ano. Por outro lado, itens essenciais como alimentos e bebidas tiveram alta de 1,3% no mês e 2,47% no acumulado.
Artigos para residência também ficaram mais caros, com alta de 0,75% no mês e 1,7% no ano. Já os custos com transporte subiram 1,55% mensalmente. No setor de serviços, houve recuo nos custos de recreação (-1,28% ao mês) e na alimentação fora de casa, o que pode facilitar celebrações em restaurantes.
“Esse cenário cria uma combinação de oportunidades e cautela. Há espaço para economizar em categorias como roupas e lazer, mas itens essenciais seguem pressionados, o que exige planejamento por parte das famílias”, avaliou Spalenza.


















