política

Mulheres negras são 53% das candidatas capixabas nas eleições 2020

12 out 2020 - 09:00

Redação Em Dia ES

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Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
As próximas eleições, marcadas para o dia 15 de novembro, terão 33% de mulheres candidatas no Espírito Santo em 2020. Desse total, 53% são pretas ou pardas e 43,59% de brancas. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Os números são bem superiores as últimas eleições aqui no estado, em 2016. Naquele ano, 8,1% mulheres candidatas foram eleitas, em comparação a 91% de homens eleitos. Sendo 64,95% mulheres brancas e apenas 34,46% mulheres negras.

Debate
Mesmo com os números, Juliana Marques, co-fundadora e coordenadora do Movimento Mulheres Negras Decidem, que tem o proposito de levar o debate sobre a representação das mulheres negras nos espaços de tomadas de decisão, mais especificamente dentro da politica institucional, para a sociedade civil, diz que o investimento financeiro é uma das principais barreiras para essas eleições.

“Um dos impedimentos para a representatividade das mulheres negras na politica é o baixo financiamento de candidatura para pessoas negras. Existe uma relação direta ao investimento de campanha. Quando fizemos uma pesquisa na sociedade civil para as eleições, o foco era: votem, apoiem mulheres negras. Porque acreditamos que essa falta financeira poderia ser superada por um maior número de mulheres nessas candidaturas”, explica Juliana.

Em todo o país, constituindo cerca de 28% da população brasileira, ainda é baixa a eleição de mulheres negras na política.

“No senso comum, não existe mulheres negras na politica porque elas não se interessam, como se na verdade fosse uma problemática que parte do interesse dessas mulheres, desconsiderando toda a questão da divisão pública e privada, e que atravessa o machismo e o racismo estrutural. Sendo que existe, sim, mulheres negras na política e possuem muito envolvimento no cenário social e político”, comenta Juliana.

Representatividade
Para Juliana Marques, essa representatividade é necessária para a democracia.

“A representação politica tem que ser um espelho da sociedade. Em sua maioria, esse é o grupo demográfico que acaba vivenciando os serviços públicos e que conhecem a realidade. Elas são mais capazes para tomar decisões para povo, por partir de suas experiências e vivencias. Além de promoverem diversidade na tomada de decisões”, afirma.
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Atualizado: 12/10/2020 09:00

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