cultura

Orquestra Brasileira de Cantores Cegos apresenta mostra inédita em Vitória

04 maio 2026 - 10:10

Redação Em Dia ES

Share
Público poderá conferir três repertórios distintos que formam um mosaico da memória musical do Brasil
Ao longo de sua trajetória, o projeto já realizou diversas temporadas e alcançou um público superior a 9 mil pessoas. Foto: Ascom Secult

Após três anos de pesquisa, criação e encenações, a Orquestra Brasileira de Cantores Cegos apresenta uma mostra inédita que reúne, pela primeira vez, os três repertórios desenvolvidos pelo grupo desde o início do projeto. Ao todo, mais de 50 canções da tradição oral brasileira ganham o palco do Theatro Carlos Gomes, em Vitória, de 13 a 15 de maio, em uma temporada que celebra a trajetória do coletivo e a diversidade cultural que forma o patrimônio imaterial transmitido entre gerações de norte a sul do País.

A realização é da Associação Sociedade Cultura e Arte (SOCA Brasil) com produção da Cia Poéticas da Cena Contemporânea, coprodução Espaço Contêiner e o patrocínio do Itaú e MIP-Multilift, com recursos da Lei Rouanet e o apoio do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura. As apresentações também contam com o apoio do Governo do Espírito Santo, por meio da Secretaria da Cultura (Secult).

Formada por 16 cantores cegos, a Orquestra Brasileira de Cantores Cegos constrói uma experiência cênico-musical que atravessa diferentes localidades e comunidades do Brasil. As apresentações revelam cantos de trabalho, festejos e rituais de povos indígenas, comunidades quilombolas e populações rurais.

Os três repertórios compartilham o mesmo conceito, mas apresentam também suas características próprias. Juntos, compõem um mosaico da cultura oral brasileira, com canções de domínio público que resistem ao tempo e seguem vivas na memória coletiva.

“A oralidade popular brasileira é riquíssima, parece infindável. No palco, as pessoas veem este repertório vivo. O coro de cantores cegos é muito impactante e também a camada performativa, com luz, atuação, movimento, regência percussiva”, afirma a coordenadora do projeto e diretora artística, Rejane Arruda.

“É tudo muito bonito e traz um impacto emocional forte. O resgate da memória, a presença das relações parentais, a alusão à vida em comunidade. É uma espécie de retrato do Brasil em forma de canção e também pela poética cênica. A gente vê a força também da encenação. Os três repertórios formam uma espécie de trilogia”, explica.

Temporadas
Ao longo de sua trajetória, o projeto já realizou diversas temporadas e alcançou um público superior a 9 mil pessoas, com ações voltadas à democratização do acesso à cultura. Parte significativa da plateia é formada por estudantes da rede pública, que participam das sessões mediante agendamento prévio.

“Estamos vivendo um momento muito especial. Nossa expectativa é receber um grande público e compartilhar esse trabalho, que está sendo feito com muita dedicação e amor”, considera a cantora cega Geovana Santos. “Ensaiar as canções das três temporadas ao mesmo tempo tem sido um desafio intenso. Cada repertório tem sua própria identidade e reviver essas três fases ao mesmo tempo tem sido uma experiência muito especial para todos nós”.

“É muito gratificante ensaiar os três repertórios para apresentar num espaço como o Theatro Carlos Gomes, lugar que nunca visitei e onde eu estarei pela primeira vez. Estamos nos preparando para fazer um lindo espetáculo. Espero que o público compareça para nos prestigiar e se encante com as apresentações, mesmo aquelas pessoas que já nos assistiram em outras oportunidades”, afirma o cantor cego Maycon Machado.

Tradição e música em cena
A Orquestra Brasileira de Cantores Cegos articula música e encenação em apresentações marcadas pela interação dos cantores com os atores da Cia Poéticas da Cena Contemporânea e pelo forte impacto visual do cenário e da iluminação. A regência do maestro Thomas Davison propõe uma condução criativa baseada na percussão corporal, enquanto o piano de Evelyn Drummond sustenta a base harmônica dos arranjos assinados por Tarita de Souza.

As canções foram reunidas a partir da pesquisa da musicista Renata Mattar, que registra desde a década de 1990 a existência dessas cantigas que são transmitidas por gerações dentro de comunidades tradicionais.

Atendimentos prioritários
Estão previstas sessões com atendimento prioritário à comunidade escolar, com reserva de ingressos e oferta de transporte para grupos organizados. As escolas interessadas podem se inscrever por meio de formulário disponibilizado pela produção.

A iniciativa também conta com uma rede de voluntariado para acolhimento do público e ações de acessibilidade, reforçando o compromisso do projeto com a inclusão. É necessário solicitar à produção o atendimento prioritário enviando uma mensagem pelo Whatsapp (27) 99609-8181.

Programação:

13 de maio (Quarta-feira)

14 de maio (Quinta-feira)

15 de maio (Sexta-feira)

Observação: Ingressos gratuitos disponíveis no Sympla a partir de 08/05, às 12h.

Serviço:
MOSTRA DE REPERTÓRIOS – ORQUESTRA BRASILEIRA DE CANTORES CEGOS

  • Data: 13 a 15 de maio
  • Local: Theatro Carlos Gomes – Praça Costa Pereira, Centro – Vitória (ES)
  • Entrada gratuita
  • Agendamento de grupos e escolas: WhatsApp (27) 99609-8181
0
0
Atualizado: 04/05/2026 10:35

Se você observou alguma informação incorreta em nosso conteúdo, nos avise. Clique no botão ALGO ERRADO, vamos corrigi-la o mais breve possível. A equipe do EmDiaES agradece sua interação.

Comunicar erro

* Não é necessário adicionar o link da matéria, será enviado automaticamente.

A equipe do site EmDiaES agradece sua interação.