Familiares de Jardel Sipriano Caetano, mateense morto por um drone russo na guerra com a Ucrânia, não tem esperanças de trazer o corpo do jovem ao Brasil.
Criado pela tia, mãe de Ana Paula, desde os seis anos de vida, Jardel sempre demonstrou o desejo de servir ao Exército ucraniano e fez amigos brasileiros no país europeu. A guerra na Ucrânia começou em fevereiro de 2022, quando a Rússia invadiu o território vizinho.
“Essa é a nossa maior dor. Segundo o que o sargento me contou, não vão mandar o corpo, pois não conseguiram resgatá-lo. A morte em si, a gente sofre a dor da perda e você não poder enterrar, sepultar, ver pela última vez o seu ente querido. “Dói mais ainda”, contou Ana Paula.
“Ele foi muito corajoso, um guerreiro. Eu já o tinha como um herói, como uma pessoa que vai para uma guerra lutar por outro país, por amor ao próximo, pela paz daquele lugar. Para mim, uma pessoa dessa é um herói. Nós vamos amá-lo eternamente”, disse Ana Paula. Em memória ao jovem, a família realizou um culto em casa na quinta-feira (30).
O Itamaraty foi procurado pela reportagem de A Gazeta para saber se o governo brasileiro teria mais esclarecimentos sobre o caso, mas não houve retorno.


















