A polícia prendeu uma advogada de 32 anos, moradora de Linhares, durante abordagem a um veículo na Praia do Canto, em Vitória. Segundo a Polícia Militar, a mulher, foi presa por ser flagrada dirigindo em alta velocidade.
De acordo com reportagem da TV Gazeta, no boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar é relatado que a suspeita, moradora de Linhares, apresentava sinais claros de embriaguez e desacatou os agentes durante a abordagem. Após pagar fiança, ela foi liberada para responder ao processo em liberdade.
Era por volta das 4h deste domingo (22) quando houve a abordagem na Avenida Joaquim Lírio. A advogada conduzia um Ford Fusion branco e estava acompanhada de duas pessoas no carro. Os militares decidiram abordar o veículo por conta da velocidade excessiva. Durante a abordagem, ainda conforme o boletim de ocorrência, a motorista se recusou a fazer o teste do bafômetro e passou a questionar a atuação dos policiais. Um dos militares relatou no documento que ela afirmou: “Você é soldado, quero ver se chega a cabo.”
Na ocorrência feita pela Polícia Militar consta que, ao ser informada de que o veículo seria recolhido, a condutora teria reagido com deboche. “Meu grande f*. F* para você. Você é apenas um soldado”, teria dito a suspeita, de acordo com o BO. Ainda é dito no registro da Polícia Militar que a mulher apresentava olhos vermelhos, forte odor de álcool e comportamento arrogante e irônico. Apesar da recusa em chamar outro motorista, o carro foi liberado posteriormente para a mãe dela.
Em nota, a Polícia Militar reforçou que houve desacato aos militares que atenderam à ocorrência. “Durante a abordagem, a condutora, uma mulher de 32 anos, desacatou os militares com palavras ofensivas e dificultou o trabalho policial. Ela se recusou a realizar o teste do etilômetro, mas apresentava sinais de embriaguez, sendo lavrado o Exame de Constatação de Alteração da Capacidade Psicomotora. Diante da situação, ela foi conduzida à Delegacia Regional de Vitória. O veículo foi liberado para um familiar da condutora”, disse a corporação, em texto enviado à reportagem.
Procurada, a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional do Espírito Santo (OAB-ES) explicou que a profissional acionou a Comissão de Prerrogativas, que enviou um dos integrantes para acompanhar a ocorrência, a integridade física da profissional e os direitos da mesma. “A comissão atestou que não se tratava de violação de prerrogativas e a advogada já havia constituído advogado, que estava presente durante o ocorrido”, disse, em nota.


















