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Três pessoas são presas por usar encontros sexuais para aplicar golpes no ES

12 dez 2025 - 15:29

Redação Em Dia ES

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Em seis meses os golpistas movimentaram mais de R$ 600 mil
Os investigadores já localizaram vítimas em mais de 10 municípios capixabas. Foto: Ascom PCES

Está na cadeia o casal suspeito de aplicar golpes na região Noroeste do Espírito Santo. Camila Francis da Silva e o marido Washington Henrique dos Passos foram presos em Colatina nesta sexta-feira (12) após denúncias de golpes relacionados a encontros sexuais marcados pela internet. Também foi presa Wilza de Lima Alves que ajudava o casal a aplicar os golpes.

De acordo com a Polícia Civil, o casal movimentou cerca de R$ 600 mil em seis meses por meio de extorsões. Segundo a polícia, após combinar os encontros sexuais com as vítimas, a maioria homens casados, Camila Francis dizia que divulgaria conversas para familiares, que “acabaria com a vida” dos alvos e, em alguns casos, enviava vídeos de pessoas sendo mortas para intimidar e exigir pagamentos.

A investigação começou após um homem denunciar o caso em Vila Valério. “Até o número que eu parei de contar foram 16 vítimas, por conta das pessoas que não denunciam com medo de divulgar. Quando comecei a olhar a denúncia de Vila Valério, que a vítima disse ter perdido R$ 30 mil, percebi que tinha o mesmo relato de outros municípios”, disse o delegado.

A operação, nomeada de Luxúria, começou na manhã desta sexta-feira para cumprir 3 mandados de prisão preventiva e 4 de busca e apreensão. A Justiça também concedeu o bloqueio de bens e valores dos suspeitos.

O padrão de vida do grupo chamou a atenção da polícia. Mesmo sem emprego formal, a suspeita exibia nas redes sociais viagens para destinos como Dubai, Maragogi e Jericoacoara, além de ter financiado cirurgias plásticas para a filha.

Segundo os investigadores, tudo teria sido custeado com o dinheiro das extorsões. Durante a operação, foram apreendidos relógios, óculos e perfumes importados, dinheiro em espécie e um carro avaliado em R$ 120 mil.

A polícia também identificou a abertura de contas bancárias em nome de terceiros e a contratação de empréstimos usados para movimentar o dinheiro ilegal. Os investigadores já localizaram vítimas em mais de 10 municípios do Espírito Santo.

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Atualizado: 12/12/2025 15:47

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