O Espírito Santo consolidou a oitava melhor qualidade de vida do Brasil ao atingir 63,61 pontos no Índice de Progresso Social (IPS) de 2026, divulgado nesta quarta-feira (20). O levantamento, que afere as condições socioambientais de todos os 5.570 municípios do país em uma escala de zero a 100, revela que o estado capixaba apresenta bons níveis no acesso a serviços essenciais e na qualidade urbana, resultado que garante a posição de destaque nacional, embora o estudo aponte a necessidade de avanços em áreas como inclusão social e oportunidades.
Destaques e desafios nos municípios capixabas
No recorte regional, a cidade de João Neiva, localizada na região Norte, obteve o melhor desempenho do Espírito Santo, com 67,54 pontos, ocupando a 248ª posição no cenário nacional. O município é seguido por Serra (66,26), Vila Velha (66,15) e Vitória (66,02), que figuram no topo da lista estadual.
Por outro lado, o levantamento aponta os maiores desafios nas cidades de Vila Valério (55,48 pontos), Conceição da Barra (56,26) e Pedro Canário (56,65), que registraram os menores índices do estado capixaba.
Os 10 municípios capixabas mais bem avaliados no IPS 2026:
João Neiva: 67,54 pontos (248º no Brasil)
Serra: 66,26 pontos (519º no Brasil)
Vila Velha: 66,15 pontos (542º no Brasil)
Vitória: 66,02 pontos (574º no Brasil)
Ibiraçu: 65,61 pontos (678º no Brasil)
Colatina: 65,48 pontos (713º no Brasil)
Marataízes: 65,28 pontos (777º no Brasil)
Alegre: 65,16 pontos (814º no Brasil)
Bom Jesus do Norte: 64,86 pontos (923º no Brasil)
Linhares: 64,53 pontos (1.025º no Brasil)
O cenário em Vitória
A capital capixaba ocupa a 15ª colocação no ranking exclusivo entre as capitais do país, desempenho classificado como intermediário pelo estudo. A pontuação de Vitória (66,02) é impulsionada pela dimensão “Fundamentos do Bem-Estar”, na qual a cidade alcança 76,40 pontos e a 39ª posição nacional. Os gargalos do município concentram-se na dimensão “Oportunidades”, que engloba desafios ligados à inclusão social e ao acesso ao ensino superior.
A liderança entre as capitais brasileiras pertence a Curitiba (PR), com 71,29 pontos. Brasília (DF) e São Paulo (SP) completam as três primeiras posições, com 70,73 e 70,64 pontos, respectivamente. Porto Velho (RO) obteve a menor nota (58,59) e ocupa a última colocação neste recorte.
Panorama nacional e a liderança no interior paulista
Na análise das unidades federativas, o Distrito Federal detém o melhor resultado geral, à frente de São Paulo e Santa Catarina. Os desempenhos mais baixos do país concentram-se nos estados do Acre, Maranhão e Pará.
No ranking geral de municípios, Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, foi eleita a cidade com a melhor qualidade de vida do Brasil pelo terceiro ano consecutivo. Com menos de 5 mil habitantes e impulsionada pela presença de uma fábrica da Embraer, a cidade atingiu 73,10 pontos, beneficiada por indicadores como evasão escolar nula e ausência de filas na rede municipal de ensino. Em contraste, Uiramutã (RR) ocupa a última posição nacional.
Metodologia do índice de progresso social
Atualizado anualmente, o IPS mede os resultados entregues à população no dia a dia, utilizando dados públicos de ampla cobertura territorial. O cálculo não avalia apenas a riqueza ou os investimentos públicos, mas sim o progresso social por meio de 57 indicadores estruturados em três grandes áreas:
- Necessidades humanas básicas: Avalia o atendimento de demandas essenciais, incluindo nutrição, saúde, moradia e segurança.
- Fundamentos do bem-estar: Mensura a existência de estruturas para manutenção e melhoria da qualidade de vida, como educação básica e contato com a natureza.
- Oportunidades: Analisa a garantia de direitos individuais, inclusão e acesso ao ensino superior para que os cidadãos atinjam seu potencial.
O estudo é desenvolvido através de uma parceria entre o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Fundação Avina, iniciativa Amazônia 2030, Centro de Empreendedorismo da Amazônia e Social Progress Imperative.


















