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Lula sanciona lei e imortaliza Pixinguinha e Lupicínio Rodrigues como patronos da MPB

12 set 2025 - 14:45

Redação Em Dia ES - por Julieverson Figueredo

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Homenagem reconhece a contribuição excepcional dos compositores para a cultura nacional. Artistas são celebrados por consolidarem gêneros como o choro e a "dor-de-cotovelo"
Lula sanciona lei e imortaliza Pixinguinha e Lupicínio Rodrigues como patronos da MPB. Foto: Reprodução

Ícones da cultura nacional, os compositores Pixinguinha e Lupicínio Rodrigues foram oficializados como os novos patronos da Música Popular Brasileira (MPB). A Lei nº 15.204, que concede a honraria, foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada na edição desta sexta-feira (12) do Diário Oficial da União, consolidando o legado dos artistas na história do país.

A sanção presidencial foi referendada pelas ministras Margareth Menezes, da Cultura, e Macaé Evaristo, dos Direitos Humanos e da Cidadania. De acordo com a legislação, o título de Patrono é uma homenagem póstuma concedida a brasileiros falecidos há no mínimo 10 anos, que tenham demonstrado uma excepcional contribuição ou dedicação especial ao segmento cultural que representam.

Lupicínio Rodrigues: o poeta da “dor-de-cotovelo”
Nascido em Porto Alegre (RS) em 16 de setembro de 1914, Lupicínio Rodrigues é amplamente reconhecido como o criador do estilo musical conhecido como “dor-de-cotovelo”. Suas canções, marcadas por uma profundidade poética ao retratar desilusões amorosas, tornaram-se clássicos da música nacional. Composições como “Felicidade” e “Nervos de Aço” foram imortalizadas nas vozes de grandes intérpretes e permanecem vivas na memória afetiva do público.

Lupicínio iniciou sua jornada musical aos 14 anos, com a canção “Carnaval”. A fama nacional veio com “Se acaso você chegasse”, que também ganhou diversas regravações. O compositor gaúcho tinha como principal fonte de inspiração suas próprias vivências, transportando histórias reais para suas letras.

Em 1949, casou-se e inaugurou uma churrascaria, que se tornou um ponto de encontro da boemia e da música. Autor de aproximadamente 150 canções, ele também compôs o hino oficial do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. Lupicínio Rodrigues faleceu aos 59 anos, em decorrência de complicações cardíacas.

Pixinguinha: o mestre do choro
Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha, nasceu no Rio de Janeiro em 4 de maio de 1897 e se tornou uma das figuras mais importantes da música brasileira. Maestro, flautista, saxofonista, compositor e arranjador, ele é celebrado por seu papel fundamental na consolidação do choro como gênero musical e por sua profunda influência na formação da MPB moderna. O Dia Nacional do Choro, comemorado em 23 de abril, é uma homenagem à sua data de nascimento.

Apelidado de Pixinguinha pela avó, iniciou sua formação musical com o pai. Ainda jovem, integrou o grupo “Os Oito Batutas”, com o qual levou o choro para palcos no Brasil e no exterior. Suas melodias ricas e arranjos sofisticados ajudaram a definir a estrutura do gênero.

Obras como “Carinhoso”, “Rosa” e “Lamentos” são alguns de seus maiores sucessos. Além de sua carreira como compositor e instrumentista, Pixinguinha trabalhou como arranjador na gravadora RCA Victor e compôs trilhas sonoras para o cinema. Sua influência permaneceu viva e relevante até sua morte, em 17 de fevereiro de 1974.

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Atualizado: 12/09/2025 14:59

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