Saúde

SUS começa a aplicar vacina contra bronquiolite em bebês prematuros

04 fev 2026 - 14:45

Redação Em Dia ES - por Julieverson Figueredo

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Ministério da Saúde distribui 300 mil doses do imunizante nirsevimabe, que oferece defesa imediata contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR)
SUS amplia vacinação contra bronquiolite para bebês prematuros e crianças com comorbidades. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF

O Sistema Único de Saúde (SUS) inicia, a partir deste mês de fevereiro, a administração da vacina contra a bronquiolite em bebês prematuros e crianças com comorbidades. Segundo o Ministério da Saúde, 300 mil doses do medicamento nirsevimabe já foram distribuídas para todo o território nacional com o objetivo de combater o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal agente causador da doença e de pneumonias em crianças pequenas.

A nova estratégia de imunização utiliza o nirsevimabe, um anticorpo monoclonal. Diferente das vacinas tradicionais, este medicamento fornece proteção imediata ao paciente, eliminando a necessidade de estimular o sistema imunológico do bebê para a produção de seus próprios anticorpos.

Público-alvo e critérios
O protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde define como público prioritário os bebês prematuros, considerados aqueles nascidos com idade gestacional inferior a 37 semanas. Além deles, a proteção é estendida a crianças de até 2 anos de idade que apresentem comorbidades específicas.

A lista de condições de saúde elegíveis para a imunização inclui:

  • Doença pulmonar crônica da prematuridade (broncodisplasia);
  • Cardiopatia congênita;
  • Anomalias congênitas das vias aéreas;
  • Doença neuromuscular;
  • Fibrose cística;
  • Imunocomprometimento grave (de origem inata ou adquirida);

Síndrome de down
Atualmente, o SUS já disponibiliza a vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, o que confere proteção aos bebês desde o nascimento.

Cenário epidemiológico e impacto do vírus
A inclusão do nirsevimabe busca reduzir as hospitalizações decorrentes de infecções respiratórias graves. Dados oficiais indicam que o Vírus Sincicial Respiratório é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e 40% dos casos de pneumonia em crianças menores de dois anos.

O balanço epidemiológico de 2025 reforça a vulnerabilidade desta faixa etária. Até 22 de novembro do ano passado, o Brasil registrou 43,2 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados pelo VSR. Deste total, a maior concentração de internações ocorreu em crianças com menos de dois anos, somando mais de 35,5 mil ocorrências, o que representa 82,5% de todos os casos de SRAG por VSR no período.

Manejo da doença
A bronquiolite, sendo majoritariamente decorrente de infecção viral, não possui um tratamento específico para a cura direta do agente patogênico. O protocolo médico baseia-se no manejo dos sinais e sintomas apresentados pelo paciente (terapia de suporte).

As intervenções incluem a suplementação de oxigênio conforme a necessidade clínica, hidratação adequada e o uso de broncodilatadores, substâncias que auxiliam na dilatação das pequenas vias aéreas dos pulmões, indicados especialmente em quadros com chiados evidentes.

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Atualizado: 04/02/2026 17:00

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