O outono é um período caracterizado por condições climáticas propícias para a propagação de vírus e bactérias. Com as variações de temperatura e o tempo mais seco, há uma maior incidência de doenças respiratórias e alérgicas. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (SESA/PR), as doenças mais comuns no outono são a gripe (influenza), resfriado, sinusite e pneumonia.
Como o sistema imunológico das crianças ainda está em desenvolvimento, tornando-as mais suscetíveis às infecções, é preciso atenção redobrada.
Confira as doenças mais comuns no outono:
Gripe (influenza)
O que é: infecção viral altamente contagiosa que afeta o sistema respiratório, com risco de complicações para vias aéreas inferiores.
Causas: diferentes tipos de vírus da influenza.
Sintomas: febre, obstrução nasal, secreção mucopurulenta, tosse, dores musculares e dor de garganta.
Resfriado
O que é: infecção viral comum do trato respiratório superior, com um quadro geral menos grave que o da gripe.
Causas: diferentes tipos de vírus, como o rinovírus.
Sintomas: temperatura entre 37,5°C e 38,5°C, obstrução nasal, secreção hialina (amarelada ou esverdeada), tosse e dor de garganta leve.
Rinossinusite
O que é: inflamação dos seios paranasais, a qual quase sempre provoca comprometimento nasal prévio.
Causas: infecções virais, bacterianas ou fúngicas, alergias ou irritações.
Sintomas: congestão nasal, dor facial, dor de cabeça, secreção nasal espessa e, nas crianças, sempre acompanhada de tosse.
Pneumonia
O que é: infecção nos pulmões.
Causas: bactérias ou vírus.
Sintomas: tosse, dificuldade para respirar, dor no peito, secreção de muco purulento de cor amarelada ou esverdeada e febre.
Como evitar essas doenças?
Algumas práticas simples podem ser adotadas pelos pais e responsáveis para minimizar o risco de infecções em crianças.
Confira se a imunização da criança está em dia, incluindo contra influenza e COVID-19.
Mantenha os ambientes limpos e arejados.
Incentive a higiene das mãos.
Lave as narinas regularmente com soro fisiológico.
Adote uma alimentação balanceada e hidratação adequada.
Tenha boas noites de sono.
Mantenha as consultas com um pediatra de confiança e exames em dia.
*Com informações do otorrinolaringologista Lauro Alcantara, pneumologista Paulo Kussek e pediatra Nêuma Kormann, que atuam no Hospital Pequeno Príncipe.


















