
LADO A
Desde que assumiu a Prefeitura Municipal de Linhares, Nozinho Corrêa (PDT) têm recebido críticas à sua gestão, chegando a apresentar um índice negativo em pesquisa realizada junto à população em abril deste ano e divulgada em jornal de circulação estadual.
Completamente isolado de seu atual partido, o PDT, o prefeito para disputar as próximas eleições precisaria sair dele, uma vez que o presidente do diretório municipal Luiz Durão, se afastou de Nozinho e não iria permitir que ele lançasse sua candidatura.
Mesmo assim, seu conjunto de seguidores se manteve fiel, inclusive na Câmara Municipal de Linhares, local, onde trabalham os nobres vereadores e que dentre outras funções, devem fiscalizar o Executivo.
Assim, lá se vão dois anos e oito meses da gestão do ‘HH’, iniciais de Homem Honesto que colocou Nozinho Corrêa no poder. Nestes anos, um entra e sai de secretários, fragilizou ainda mais o seu governo, que embora mexesse nesta ou naquela pasta, deixava outras, fielmente intocáveis, demonstrando sua confiança em algumas personas.
Com seus aliados e simpatizantes ao lado, Corrêa infelizmente não teve um ano de 2015 tão bom. Sua saúde, ao que sua assessoria informou, ficou abalada. E entre internação e sessões de hemodiálise, ele continua forte, postando fotinhas no seu Facebook, mostrando que continua despachando, seja em casa, ou no gabinete.
LADO B
Após dois anos e oito meses de apoio declarado ao prefeito, o presidente da Câmara Municipal de Linhares, Miltinho Colega (PSDB), que já declarou pretensões em disputar o cargo de chefe do executivo em 2016, usou a Tribuna da Casa de Leis, para apresentar ‘medidas’ para arrumar o Município.
Denominando de ‘choque de gestão’, Colega disse que suspensão de contratos de prestação de serviços e corte de secretarias (ele disse especificamente o número 7), foram algumas medidas apresentadas pelo presidente.
Instintivamente, como se tivessem acatado as palavras do vereador, dois dias após seu anúncio, Nozinho Corrêa informa que exonerou seis secretários, fundiu oito secretarias e ainda acatou o pedido de exoneração do então secretário de esportes Estéfano Silote (PDT), que retorna à Câmara de Linhares para o cargo de vereador, do qual foi eleito pela população. E nessa fusão toda, as personas fiéis de Nozinho, continuaram, acumulando funções.
Há quem dissesse que Miltinho estaria se ‘descolando’ da imagem de Nozinho, com tal pronunciamento, visando lançar-se candidato em 2016. Mas, o que muitos não esperavam era que ele estaria na reunião que exonerou os secretários. Ou seja, participando, ou ditando o seu esquema para o prefeito e sua cúpula.
Como vereador, Miltinho fez o que lhe cabe como função, dizer o que poderia ser melhorado na gestão de Nozinho. Mas, por que ele não se posicionou antes, como sua função permite e o obrigada a fazer?
Outra coisa que as pessoas não sabem é que já nos dois últimos anos de mandato, caso haja uma vacância do cargo de prefeito (e como Linhares não tem vice), quem assume é Miltinho. Uma vez que, de acordo com a Lei, uma eleição indireta pode acontecer e neste caso quem vota não é o povo e sim os vereadores, o que possivelmente colocaria o presidente como prefeito da cidade, até o ano que vem. Fato nada incomum, para quem já teve suas ideias de ‘choque de gestão’ já aceitas de imediato, isto não seria nada difícil.
Choque de Gestão, ou Estratégia Política? E aí: LADO A, ou LADO B?

ERRATA
Mal iniciou seu trabalho como secretário de Comunicação, Wélio Pompermayer já mandou uma errata para imprensa. Primeiro a assessoria de comunicação informou que a Ouvidoria teria como responsável Wilson Reis, secretário de Serviços Urbanos, confirmando a exoneração de Juninho Freiris. Duas horas depois, diz que a Ouvidoria continuaria sob o comando de Juninho.
Das duas uma
Ou Juninho mostrou serviço e argumentos plausíveis para a Prefeitura voltar atrás na decisão de exonerar Juninho. Ou a Comunicação errou mesmo.
E por falar em serviço
A saída de Urbano Dávila foi muito criticada por seus seguidores nas redes sociais. Segundo eles, o ex-secretário foi quem finalmente conseguiu reformular a Lei Lastênio Calmon (que beneficia os artistas linharenses) e estava na gaveta há dez anos, demonstrar trabalho em prol da Cultura do Município. Alguns mais fervorosos chegaram a comentar que: “Mesmo assim ele não conseguiu ficar no cargo de secretário de Cultura. Será que isso não é uma ERRATA?!”.
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