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Espírito Santo bate recorde com a menor taxa de desemprego da história

01 maio 2026 - 09:15

Redação Em Dia ES - por Julieverson Figueredo

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Estudo revela que mais de 2 milhões de capixabas estão ocupados. Estado registra o segundo menor índice de desocupação do Brasil e saldo positivo na criação de vagas formais
Desemprego no Espírito Santo atinge 2,4% e marca menor taxa da série histórica. Foto: Gabriel Ramos/Getty Images

O Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), vinculado à Secretaria de Economia e Planejamento do Governo do Estado, divulgou em abril de 2026 uma publicação especial em alusão ao Dia do Trabalhador. O estudo, fundamentado em dados do quarto trimestre de 2025 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) do IBGE, aponta que o Espírito Santo registrou uma taxa de desocupação de 2,4%. O índice é o menor de toda a série histórica do indicador e posiciona o estado com a segunda menor taxa de desemprego do país. Com esse percentual, o contingente de desocupados chegou a 51 mil pessoas, ante um total de 2,05 milhões de pessoas ocupadas.

Nível de ocupação e perfil demográfico
A população em idade de trabalhar no Espírito Santo é de 3,38 milhões de pessoas, das quais 2,10 milhões compõem a força de trabalho atual. O nível de ocupação geral registrado no estado alcançou 60,6%.

A análise demográfica revela disparidades na ocupação por gênero e grau de instrução. A taxa de ocupação entre os homens é de 71,8% (cerca de 7 em cada 10 homens trabalham), enquanto entre as mulheres o índice é de 50,0% (5 em cada 10). No recorte educacional, o mercado de trabalho absorve 78,3% das pessoas com ensino superior.

Entre aqueles que possuem apenas o ensino médio, a ocupação é de 67,6%, e para os que têm o ensino fundamental, o índice cai para 45,7%. Além disso, a estabilidade é uma característica para parte dos trabalhadores: 68,0% estão no emprego principal há dois anos ou mais, e a esmagadora maioria (96,6%) possui apenas um trabalho.

Renda, formalidade e características do emprego
No quarto trimestre de 2025, o rendimento médio do trabalhador capixaba foi de R$ 3.508. O valor coloca o Espírito Santo com o décimo maior salário médio da federação, embora fique abaixo da média nacional, que fechou o período em R$ 3.613. O Distrito Federal apresentou a maior média, com R$ 6.217.

Em relação à posição na ocupação, mais da metade dos trabalhadores (54,9%) atua no setor privado com carteira assinada, somando 795 mil pessoas. Os trabalhadores que operam por conta própria representam 23,1% do mercado (474 mil). O levantamento aponta também que existem 298 mil empregados sem carteira assinada e 98 mil trabalhadores domésticos.

A taxa de informalidade no Espírito Santo encerrou o trimestre em 37,0%, o que equivale a 758 mil pessoas trabalhando informalmente. No cenário nacional, esse índice figura como o décimo menor do Brasil.

Criação de vagas formais e saldos setoriais
Com base em números consolidados do Novo CAGED para o ano de 2025, o estado gerou um saldo de 13.590 empregos com carteira assinada. Com esse resultado, o estoque total de vínculos formais ativos no estado chegou a 922.956.

O setor que mais gerou postos de trabalho foi o Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, com a criação de 5.029 vagas. O segmento de Administração pública, defesa, seguridade social, educação e saúde humana aparece em segundo lugar, com saldo positivo de 2.463 vagas, seguido pelo setor de Informação, comunicação e atividades financeiras e imobiliárias, com 2.399 novas oportunidades. Em contrapartida, o setor de Construção registrou retração, fechando com saldo negativo de 755 postos formais.

Turismo e economia criativa
A publicação do IJSN trouxe também detalhamentos sobre setores específicos da economia capixaba. A chamada Economia Criativa emprega 201,6 mil pessoas no Espírito Santo, o que corresponde a 9,8% de todos os ocupados do estado. A taxa de informalidade neste setor é de 35,0% (5,2 pontos percentuais abaixo da média brasileira para a área).

Já a Economia do Turismo reúne 168 mil pessoas ocupadas (8,2% do total estadual). Deste total, mais da metade dos profissionais, 89 mil (53,0%), trabalha no ramo de Alimentação. A informalidade no setor de turismo é de 35,7%. Em termos de relevância no cenário nacional, o Espírito Santo ocupa a 13ª posição em participação de ocupados na Economia Criativa e o 19º lugar no Turismo.

A íntegra da publicação está disponível neste link.

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