Um estudante universitário de 33 anos é o centro de uma investigação da Polícia Federal por suspeita de atos preparatórios de terrorismo. A operação, deflagrada na última segunda-feira (16) em São Mateus, no Norte do Espírito Santo, cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência do investigado após ele proferir graves ameaças contra professores e colegas da instituição de ensino onde estuda. O homem chegou a ser detido, mas não permaneceu preso, e as investigações prosseguem.
As apurações da Polícia Federal tiveram início a partir de publicações feitas pelo suspeito em redes sociais. Segundo a corporação, o universitário compartilhava mensagens e vídeos que exaltavam a ação de grupos terroristas e de serial killers. O conteúdo das postagens incluía ameaças de violência extrema, direcionadas a colegas de turma e docentes, gerando um clima de pânico que afetou o funcionamento das atividades acadêmicas e a segurança da comunidade do centro universitário particular, cujo nome não foi divulgado.
Ameaças e ação policial
De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Federal somente nesta quarta-feira (18), as ameaças eram explícitas e incluíam promessas de “degolação de pessoas com deficiência”. O impacto das publicações foi imediato, prejudicando o bem-estar e a rotina de estudantes e funcionários da instituição.
Diante da gravidade dos fatos, o Plantão da Justiça Federal expediu um mandado de busca e apreensão, que foi cumprido pelos agentes federais na casa do investigado. Durante a ação, foram apreendidos um telefone celular, um computador e diversas anotações. Todo o material foi recolhido e será submetido a uma perícia técnica. O objetivo da análise é aprofundar as investigações e identificar a possível existência de outros envolvidos, especialmente no ambiente virtual.
Investigação e penalidades
O homem de 33 anos, que não teve a identidade revelada, responderá pela investigação em liberdade. A Polícia Federal informou que o suspeito poderá ser indiciado por crime previsto na Lei Antiterrorismo (Lei nº 13.260/2016). Caso seja denunciado e condenado pela Justiça, a pena para esse tipo de crime pode chegar a 30 anos de reclusão. As investigações continuam em andamento para esclarecer todas as circunstâncias do caso.


















