Data importante para no “calendário da flor”, Finados foi uma celebração que sofreu com a pandemia. Em 2 de novembro de 2020, houve uma regressão de 15% nas vendas e a comercialização registrada do período foi de cerca de 13 milhões de unidades. Ano passado o segmento conseguiu voltar ao patamar de comercialização de 2019 e, agora, a perspectiva é de evolução dos indicadores de venda e preço médio.
De acordo com o presidente da Associação de Produtores de Flores e Plantas Ornamentais da Região Sul/Caparaó (Sulcaflor), Clenilson Cesar Barbosa, a data é o ápice de faturamento do setor e é quando marca o início de uma temporada não tão boa. Por isso, tamanha importância do feriado para o mercado das flores no Espírito Santo.
“O ‘boom’ de vendas é finados, e a partir de agora começa a diminuir, até março. Entre dezembro e março o mercado esfria para este setor. 2022 já podemos afirmar que superou o ano passado e voltando ao patamar de 2019, antes da pandemia”.
“Eu não abro mão de ir ao cemitério, limpar o local onde ficam meus pais e avós. É uma tradição e uma forma de homenagear. Não vou dia 2, por conta da movimentação neste dia, mas vou uma semana antes e depois, limpo e cubro de muitas flores”, afirmou a administradora Kelly Reis, cujos familiares estão enterrados no Cemitério de Santo Antônio, em Vitória.
No mercado da Grande Vitória já é possível encontrar plantas com valores entre R$ 8 e 15 reais, e arranjos cujos preços podem variar de R$15 a R$170. “Cristântamos e margaridas são os mais pedidos nesta época, mas muita gente compra ramos dessas plantas copo de leite e rosas também”, conta a comerciante Amélia Miranda.
Segundo o presidente do Sulcaflor, na pandemia o mercado das flores no Espírito Santo chegou a paralisar completamente. “Foi ruim no início, com paralisação de 100% das vendas. Depois foi recuperando, primeiro com as plantas pequenas, de pote, e foi ela que iniciou a recuperação. O período nos obrigou a observar que é importante sempre estarmos buscando melhorar e desenvolver as vendas. Precisamos aprende com vendas online, redes sociais, entregas no varejo, novos caminhos”.
Segundo Clenilson Cesar Barbosa, a recuperação foi iniciada ainda em 2021, e 2022 já foi iniciado com boas vendas, próximo à normalidade. “Mas os eventos, com flores de corte, começaram mesmo esse ano, e as de pote já tinha ajudado o setor a entrar num patamar de recuperado. Este ano temos aumento de vendas e a tendência é crescimento a cada ano”.
Ele explicou ainda que no Espírito Santo os produtores passaram a ter como estratégia permanente a busca por baixar custo e chegar mais próximo do consumidor final. “Baixar o custo, melhorar o sistema de produção para oferecer planta com qualidade e parcerias regionais para atender bem o cliente, são as nossas estratégias”, finalizou Clenilson Cesar Barbosa.
O cultivo de flores no Espírito Santo tem se mostrado uma atividade com grande potencial e uma alternativa de geração de renda às famílias que vivem no meio rural. No Estado, 17 municípios se destacam pela produção, que ocupa uma área de 163 hectares. A atividade gera mais de oito mil empregos em toda a cadeia produtiva, movimentando mais de R$ 10 milhões por ano. O Incaper assiste em torno de 900 agricultores, com destaque para os municípios de Santa Teresa e Guaçuí.


















