O Espírito Santo alcançou o segundo melhor desempenho do Brasil em segurança alimentar em 2024, com 86,5% dos domicílios tendo acesso regular e permanente a alimentos de qualidade e em quantidade suficiente. A análise, realizada pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), aponta uma melhora significativa em comparação com o ano anterior, consolidando o estado entre as unidades federativas com as melhores condições de acesso à alimentação no país.
O estudo, apresentado no “IJSN Especial Segurança Alimentar 2024” e elaborado pela coordenação de Estudos Sociais do instituto, revela um avanço de 7,3 pontos percentuais na segurança alimentar em relação a 2023, quando o índice era de 79,2%. Como resultado, a proporção de moradores em situação de insegurança alimentar caiu de 21,9%, em 2023, para 14,2% em 2024.
De acordo com o levantamento, dos 13,5% de domicílios capixabas que apresentavam algum grau de insegurança alimentar em 2024, a maior parte, correspondente a 10,0%, enfrentava uma situação leve, caracterizada pelo comprometimento na qualidade da alimentação. Os 3,5% restantes vivenciavam insegurança moderada ou grave, quadros que envolvem restrição na quantidade de alimentos e podem incluir episódios de fome.
Posição de destaque no ranking nacional
O desempenho coloca o Espírito Santo na segunda posição nacional em todas as categorias avaliadas: segurança alimentar e insegurança alimentar total, leve, moderada e grave. Na prática, isso significa que o estado possui o segundo maior percentual de lares com segurança alimentar e, ao mesmo tempo, as segundas menores taxas de insegurança. Em todas as categorias, o Espírito Santo fica atrás apenas de Santa Catarina, que lidera o ranking no país.
Para o diretor-geral do IJSN, Pablo Lira, os números indicam um progresso social no estado. “Os resultados evidenciam a melhoria nas condições de vida da população capixaba e o impacto de políticas públicas integradas voltadas à redução das desigualdades e à promoção do bem-estar social”, destaca o diretor-geral.


















