Uma nova biblioteca comunitária será inaugurada nesta quarta-feira (10), às 13h30, na Escola Municipal de Ensino Fundamental em Tempo Integral (EMEFTI) Eurípedes Nunes Loureiro, em Aracruz. A iniciativa, que faz parte do programa “Ler o Mundo”, disponibilizará um acervo com 1.000 livros físicos e uma biblioteca digital com mais de 500 títulos para alunos e moradores da região. O projeto é fruto de uma parceria entre o poder público, a iniciativa privada e uma instituição de desenvolvimento social.
A inauguração contará com uma solenidade especial, que incluirá uma contação de história dramatizada para os estudantes e professores da unidade de ensino. O objetivo da ação é a formação de mediadores de leitura, a promoção de novos leitores e o fortalecimento do vínculo entre a escola e a comunidade local.
O acervo físico será composto por 500 títulos diferentes, com dois exemplares de cada, totalizando 1.000 livros. Além disso, a população terá acesso à Biblioteca Digital Ler o Mundo, que oferece 513 livros digitais e 82 audiolivros, incluindo clássicos da literatura nacional e estrangeira para os públicos infantojuvenil e adulto.
Segundo a secretária de Educação de Aracruz, Jenilza Spinasé Morellato, a chegada do espaço é uma conquista importante. “Receber este espaço é muito mais que inaugurar uma biblioteca – é abrir as portas para um universo de descobertas, encontros e sonhos. Acreditamos no poder transformador dos livros: eles ampliam horizontes, despertam cidadania e têm a força de mudar vidas”, declarou.
Moradores como protagonistas
A implantação da nova biblioteca em Aracruz ocorreu ao longo dos últimos três meses. Um dos diferenciais do projeto é a gestão do espaço, que será conduzida por mediadores de leitura voluntários, selecionados entre os próprios moradores da comunidade. Eles receberam treinamento para atuar na catalogação e organização dos livros, além de técnicas para estimular o uso da biblioteca e promover o sentimento de pertencimento.
A diretora do Instituto Oldemburg, Cristina Oldemburg, responsável pela metodologia, afirma que o programa vai além da simples doação de livros. “A leitura aqui é um pretexto para algo maior: fortalecer vínculos, valorizar a identidade local e criar espaços de diálogo e aprendizado. O sucesso do projeto depende do engajamento coletivo”, destacou.
Para Beatriz Cunha, representante da área de Relações Institucionais da Imetame, empresa patrocinadora, a iniciativa está alinhada à missão da companhia. “Os projetos que apoiamos estão em harmonia com as nossas ações, contribuindo para o desenvolvimento das pessoas e a transformação de vidas através da cultura, arte e educação. Acreditamos que pessoas melhores constroem um mundo melhor”, reforçou.
Homenagem à literatura nacional
Seguindo uma tradição do programa, a biblioteca homenageia um nome da literatura brasileira. O escolhido para a unidade de Aracruz foi o escritor carioca Alberto Mussa. Contista, romancista e ensaísta, Mussa acumula prêmios como o Casa de Las Américas, da Academia Brasileira de Letras, e o Machado de Assis. Suas obras foram traduzidas para 16 idiomas e publicadas em 19 países. Um de seus trabalhos de destaque é o livro “Meu Destino é ser onça”, que reconstrói narrativas da mitologia do povo Tupinambá.


















