Às vésperas da liberação da primeira parcela do 13º salário, uma pesquisa inédita revela que a prioridade de 39% dos trabalhadores é utilizar o recurso para quitar dívidas, um crescimento de oito pontos percentuais em relação a 2024. O levantamento, divulgado pela Serasa em parceria com o instituto Opinion Box, coincide com a reta final do Feirão Serasa Limpa Nome, que oferece condições especiais de negociação até as 23h59 deste domingo (30).
De acordo com os dados coletados, 81% dos trabalhadores pretendem utilizar o valor integral ou parcial do benefício. Deste grupo, além dos quase 40% que focam na quitação de débitos, quatro em cada dez entrevistados afirmam que o objetivo é finalizar o ano com mais tranquilidade financeira. Outros 19% dos participantes indicam que usarão o dinheiro para pagar contas básicas, enquanto 18% têm como meta limpar o nome.
Para a diretora da Serasa, Aline Maciel, o momento é propício para o planejamento. “Com milhões de ofertas disponíveis, esta é uma oportunidade concreta para quem deseja usar o 13º salário de forma estratégica e iniciar 2026 com mais tranquilidade financeira”, afirma.
Planejamento e dependência do benefício
A pesquisa investigou também o comportamento dos brasileiros em relação à organização do orçamento. Para 74% dos consumidores, o 13º salário é visto como uma oportunidade concreta de reorganização financeira. O planejamento prévio é uma realidade para a maioria: 66% dos entrevistados afirmam que já definiram com antecedência como irão utilizar os recursos.
No entanto, o levantamento expõe a dependência desse rendimento extra para o equilíbrio das contas domésticas. Ao todo, 41% dos participantes reconhecem que a ausência desse pagamento comprometeria o orçamento, o que poderia gerar atrasos em contas cotidianas e impactar as compras de fim de ano.
“Receber este benefício é sempre uma oportunidade importante para reorganizar o orçamento, mas o recurso precisa ser usado com consciência”, reforça Aline Maciel. A diretora destaca que priorizar dívidas e contas essenciais, ou a construção de uma reserva, ajuda a trazer estabilidade. “Com um bom planejamento, o consumidor transforma o 13º em uma ferramenta real de alívio e não em um impulso de gasto que pode comprometer o ano anterior”, completa.
Investimentos e poupança
O estudo aponta que a parcela da população que pretende guardar integralmente o benefício se manteve estável em 19%, o mesmo índice registrado em 2024. Entre aqueles que planejam poupar total ou parcialmente o valor, houve mudanças na destinação do dinheiro em comparação ao ano anterior:
- Reserva de emergência: 27% (era 29% em 2024);
- Investimentos: 26% (era 38% em 2024);
- Poupança: 15% (era 21% em 2024).
A pesquisa foi realizada pelo Instituto Opinion Box entre os dias 17 e 31 de outubro de 2025. Foram conduzidas 1.131 entrevistas com brasileiros de diferentes regiões, faixas etárias e classes sociais. A margem de erro do estudo é de 2,9 pontos percentuais.
Reta final do mutirão de negociação
Os consumidores que desejam regularizar a situação financeira têm até este domingo (30) para aproveitar as condições do Feirão Serasa Limpa Nome. O mutirão disponibiliza mais de 660 milhões de ofertas, com descontos que podem chegar a 99% do valor da dívida e opções de parcelamento.
O atendimento ocorre pelos canais digitais e também presencialmente. Nas agências dos Correios, há isenção de taxas para a negociação até o dia 30 de novembro, bastando que o titular apresente um documento oficial com foto. As condições oferecidas presencialmente são as mesmas encontradas no site e no aplicativo.


















