Morreu na madrugada desta segunda-feira (29), aos 99 anos, a atriz e comediante Berta Loran. Famosa por seus papéis em programas de humor da TV Globo como “A Escolinha do Professor Raimundo” e “Zorra Total”, a artista estava internada há alguns meses em um hospital particular em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgada.
Nascida em Varsóvia, na Polônia, Berta imigrou com a família judia para o Brasil durante a infância, para escapar do regime nazista e do Holocausto. Foi no Rio de Janeiro que sua carreira artística começou, atuando em clubes da comunidade judaica ao lado da irmã, na dupla Berta e Bela Ais.
A popularidade nacional veio em meados dos anos 1950, com sua estreia no teatro de revista. Na televisão, consolidou-se como um dos principais nomes da comédia brasileira, participando de programas icônicos como “Balança, Mas Não Cai” (1968), além de suas atuações marcantes na “Escolinha do Professor Raimundo” (1990-1995) e no “Zorra Total” (1999-2015).
Reclusão nos últimos anos
A atriz, que completaria 100 anos em março de 2026, vivia de forma reclusa e sem contato com a imprensa nos últimos tempos. Segundo João Luiz Azevedo, produtor cultural e autor do livro-homenagem “Berta Loran: 90 anos de humor”, lançado em 2016, a artista recusou diversos convites para entrevistas.
“A produção do The Noite, do Danilo Gentili, quis entrevistá-la, e o convite foi recusado. A situação se repetiu com o Sem Censura, mesmo com o áudio afetuoso enviado pela Cissa Guimarães (apresentadora da atração)”, pontua João Luiz.
A decisão de preservar sua imagem se estendia também a amigos. Uma amiga da atriz, que pediu para não ser identificada, relatou que, ao completar 99 anos, Berta evitou sair em público e receber visitas. A assessoria do hospital onde ela estava internada foi contatada, mas não houve retorno sobre o óbito até o momento da publicação desta reportagem.


















