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9 em cada 10 eleitores não se arrependem do voto em Lula ou Bolsonaro em 2022, mostra Datafolha

18 maio 2026 - 09:10

Redação Em Dia ES - por Julieverson Figueredo, com informações de Folha de S. Paulo

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Levantamento também aponta estabilidade na convicção do eleitorado, enquanto maioria vê relação de confronto entre o Planalto e o Congresso Nacional
Eleitores mantêm fidelidade de 2022, reprovam Congresso e cobram governo em saúde e segurança. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Nos dias 12 e 13 de maio de 2026, o Instituto Datafolha foi a campo em 139 municípios de todo o Brasil para traçar um retrato da opinião pública sobre o cenário político atual, revelando que a imensa maioria dos eleitores não mudaria seu voto das eleições presidenciais de 2022. O amplo levantamento, que ouviu 2.004 pessoas e avaliou também a relação entre os Poderes, expõe ainda que o eleitorado reprova a atuação do Congresso Nacional e aponta a segurança pública e a saúde como as maiores falhas da administração federal aos três anos e quatro meses de mandato. A pesquisa apresenta margem de erro de dois pontos percentuais e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-00290/2026.

Convicção nas urnas e polarização estável
Passados quase três anos e meio do pleito mais acirrado desde a redemocratização, a polarização do eleitorado segue cristalizada. Questionados com a pergunta “Você se arrependeu ou não do seu voto para presidente em 2022?”, 91% dos entrevistados afirmaram que não se arrependem da escolha, contra apenas 8% que declararam arrependimento.

A fidelidade é semelhante em ambos os lados da disputa. Entre os que votaram no atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 89% dizem não ter arrependimento, enquanto 11% afirmam que sim (1% não soube responder). Já entre os eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o índice de convicção é de 94%, com 6% declarando ter se arrependido. Os dados mostram estabilidade em relação aos levantamentos anteriores realizados em março e abril.

Confronto institucional e desgaste do Legislativo
O distanciamento entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional é percebido com clareza pela população. Para 70% dos entrevistados, a relação entre o governo Lula e o Legislativo é de mais confronto do que colaboração. Apenas 20% veem mais cooperação, enquanto 8% não sabem e 2% não veem nenhuma das duas dinâmicas.

As respostas refletem embates recentes em Brasília, como a rejeição no Senado da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a derrubada de vetos presidenciais. Entre o grupo que enxerga haver mais confronto, a avaliação é dura: 89% consideram que esse cenário é negativo para o Brasil.

A atuação dos próprios parlamentares também está em baixa. A pesquisa aponta que 37% da população avalia o desempenho de deputados federais e senadores como ruim ou péssimo. A maior parcela (43%) classifica o trabalho do Congresso como regular, e apenas 15% o consideram bom ou ótimo. O descontentamento com o Legislativo é expressivo tanto entre eleitores autodeclarados bolsonaristas (37% de rejeição) quanto petistas (37%), e ganha força em meio ao acirramento de crises recentes, como a que envolveu parlamentares e o Banco Master pouco antes da realização da pesquisa.

Avaliação do governo e alertas nas áreas prioritárias
De modo geral, o governo Lula possui hoje 39% de avaliação negativa (ruim ou péssimo), 30% de avaliação positiva (bom ou ótimo) e 29% de avaliação regular.

Ao destrinchar as políticas públicas, o eleitorado indicou insatisfações pontuais. A segurança pública lidera como a área em que a gestão federal tem o pior desempenho, apontada por 16% dos entrevistados. Em seguida, aparecem a saúde (15%), a economia (13%) e o combate à corrupção (13%). Jovens de 16 a 24 anos destacam a economia de forma mais contundente como uma área negativa (21%), enquanto as mulheres são mais críticas em relação à saúde (19%, ante 11% dos homens).

Por outro lado, quando questionados sobre onde o governo se saiu melhor até agora, os destaques foram o combate à fome e à miséria (13%), seguido pelo combate ao desemprego (10%) e pela educação (10%).

Olhando para as necessidades do país, o eleitor traçou um mapa claro do que o próximo presidente da República precisará enfrentar. A saúde é disparada a maior prioridade nacional, citada por 34% dos brasileiros (índice que chega a 40% entre o eleitorado feminino). A educação vem em segundo lugar (15%), seguida pela segurança pública (12%), economia (11%), combate à fome e à miséria (7%), combate à corrupção (7%) e combate ao desemprego (6%).

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