economia

Cartão de crédito lidera dívidas de 82,8 milhões de inadimplentes no País

05 maio 2026 - 16:22

Redação Em Dia ES - com CNN Brasil

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Com alta de 1,35% em março, pesquisa da Serasa revela que 37% das dívidas bancárias já superam os R$ 10 mil e se estendem por mais de dois anos
38% dos brasileiros atribuem o endividamento com bancos ao desemprego ou à perda de renda. Foto: Ilton Rogerio/Adobe Stock

Mais da metade dos adultos brasileiros está endividada, segundo pesquisa do Serasa publicada nesta terça-feira (5). No total, o país somou 82,2 milhões de pessoas com dívidas negativas em março, alta de 1,35% ante o mês anterior.

De acordo com o Mapa da Inadimplencia e Negociação de Dívidas, 50,5% da população adulta do país enfrenta problemas com as finanças pessoais.

Os números mostram que 47% dos débitos estão relacionados ao setor financeiro.

Neste universo, o cartão de crédito lidera como principal fonte de endividamento (73%), seguido por empréstimos (56%) e pelo uso do limite da conta ou cheque especial (33%).

Entre os endividados no cartão, 37% acumulam dívidas superiores a R$ 10 mil e 36% convivem com essas pendências há mais de dois anos.

“Quando o crédito rotativo passa a ser utilizado de forma recorrente, especialmente em valores elevados, o risco de endividamento prolongado aumenta significativamente. Isso ajuda a explicar por que uma parcela relevante da população permanece com dívidas por tanto tempo”, explica Aline Maciel, diretora da Serasa.

Segundo os dados, 38% dos brasileiros atribuem o endividamento com bancos ao desemprego ou à perda de renda.

Ao investigar os gastos que levaram às dívidas bancárias, o levantamento aponta uma relação direta com a sobrevivência financeira: o pagamento de contas básicas e a quitação de outras dívidas aparecem como os principais motivos.

“A pesquisa reforça que o endividamento bancário no Brasil não está ligado ao consumo impulsivo, mas a uma tentativa de manter o básico em dia”, afirma Aline.

“Quando despesas essenciais, como alimentação e saúde, passam a ser financiadas no crédito, o risco de efeito bola de neve aumenta significativamente”.

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Atualizado: 05/05/2026 17:28

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