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Líderes católicos são barrados em Jerusalém e Brasil reage: “extrema gravidade”

30 mar 2026 - 07:33

Redação Em Dia ES

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Itamaraty afirma que restrições no Santo Sepulcro violam a liberdade de culto
Visão geral da Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém. Foto: Reuters

O Brasil condenou neste domingo (29), a ação da polícia de Israel que impediu o acesso de dois religiosos católicos à Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém Oriental, neste Domingo de Ramos.

O Patriarca Latino de Jerusalém cardeal Pierbattista Pizzaballa, e o Custódio da Terra Santa, Monsenhor Francesco Ielpo, celebrariam a missa, mas foram barrados no trajeto enquanto seguiam de forma privada, sem caráter de procissão, ao local onde os cristãos acreditam que Jesus foi crucificado e ressuscitou ao terceiro dia.

O Santo Sepulcro é um dos lugares mais sagrados do cristianismo. O Domingo de Ramos marca o início da Semana Santa, quando Jesus voltou do deserto e entrou em Jerusalém, aclamado pelo povo com ramos de palmeira.

Em nota à imprensa, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil lembrou que as restrições da polícia israelense vem ocorrendo ao longo das últimas semanas e afetam também a Esplanada das Mesquitas, que recebe fiéis muçulmanos, durante o mês sagrado do Ramadã, marcado por jejum, orações e caridade.

O governo brasileiro recordou o parecer consultivo da Corte Internacional de Justiça de 19 de julho de 2024 que concluiu que a continuada presença de Israel no Território Palestino Ocupado é ilícita.

“Aquele país [Israel] não está habilitado a exercer soberania em nenhuma parte do Território Palestino Ocupado, incluindo Jerusalém Oriental”, frisa a nota do Ministério das Relações Exteriores.

O Itamaraty classificou as ações recentes como de “extrema gravidade” e contrárias ao status quo histórico dos locais sagrados em Jerusalém e ao princípio da liberdade de culto.

Clique aqui e confira a íntegra da nota.

Reações Internacionais
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sanchez, citou o impedimento da celebração do Domingo de Ramos em Jerusalém. “Netanyahu impediu que os católicos celebrassem o Domingo de Ramos em locais sagrados de Jerusalém. Sem qualquer explicação ou justificativa. Condenamos este ataque injustificado à liberdade religiosa e exigimos que Israel respeite a diversidade de crenças e o direito internacional”, escreveu no X.

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, também se manifestou contra a ação policial. Ela afirmou em comunicado que negar a entrada a líderes religiosos “constitui uma ofensa não apenas aos fiéis, mas a todas as comunidades que reconhecem a liberdade religiosa”.

O presidente francês, Emmanuel Macron, condenou a decisão da polícia israelense. Segundo ele, a medida “se soma ao preocupante aumento das violações do estatuto dos Lugares Santos em Jerusalém”.

O embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, disse que é “muito difícil de entender ou justificar” a proibição do cardeal de entrar na igreja.

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Atualizado: 30/03/2026 08:31

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