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Turismo no Espírito Santo cresce 43% e tem aprovação recorde no verão 2026

14 mar 2026 - 11:15

Redação Em Dia ES - por Julieverson Figueredo

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Levantamento detalha perfil e hábitos de consumo na temporada de 2026. Turistas de quase todos os estados brasileiros naturais avaliaram positivamente serviços de segurança, gastronomia e infraestrutura
Arrecadação turística cresce 43% no Espírito Santo impulsionada por alta aprovação de visitantes no verão, Foto: Sagrilo/Reprodução/SETUR

O gasto médio diário dos turistas que visitaram o Espírito Santo na temporada de verão de 2026 registrou um salto de 43% em relação a 2024, atrelado a índices de aprovação que alcançam a marca de 98,6% de recomendação do destino. Os dados integram a mais recente pesquisa da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), executada pelo Observatório do Turismo entre 9 e 25 de janeiro deste ano. O levantamento, realizado em 17 municípios capixabas, mapeou os hábitos de consumo, o perfil demográfico e a percepção dos visitantes com o objetivo de subsidiar o planejamento do setor para o ano vigente.

Origem dos visitantes e atração nacional
A pesquisa confirma o fortalecimento do turismo interno no estado, que recebeu viajantes de todas as regiões do Brasil, com exceção de apenas três estados nordestinos: Piauí, Paraíba e Sergipe. Do total de entrevistados, 58,3% vieram de outras unidades da federação, enquanto 40,8% correspondiam a capixabas em trânsito dentro do próprio Espírito Santo. Turistas de outros países representaram 0,9% do fluxo, uma leve oscilação frente ao 1,0% registrado em 2024, englobando origens diversas como Estados Unidos, Inglaterra, Portugal e Argentina.

Minas Gerais consolidou-se, mais uma vez, como o principal emissor nacional, sendo responsável por 37,4% dos turistas de fora, seguido pelo Rio de Janeiro (8,16%) e São Paulo (4,72%). Quando observada a origem por municípios, Belo Horizonte lidera o envio de turistas (11,28%).

Os destinos capixabas que mais atraíram o público de fora do estado foram Serra (88,1%), Vila Velha (87,9%), Vitória (87,4%) e Guarapari (82,8%). Por outro lado, Linhares (93,3%), Aracruz (76,7%) e Venda Nova do Imigrante (75%) foram os locais preferidos pelos turistas internos capixabas. A capital, Vitória, destacou-se pela maior diversidade de origens, acolhendo visitantes de 17 estados.

Perfil demográfico e organização da viagem
O cruzamento dos dados aponta que a maioria dos turistas em solo capixaba é do gênero feminino (53,9%). A faixa etária predominante concentra-se entre 41 e 50 anos (29,2%), seguida pelo grupo de 31 a 40 anos (22,7%). Em relação ao nível de instrução, 40,4% possuem ensino superior completo. A renda familiar de maior incidência situou-se na faixa entre 2 e 5 salários-mínimos (33,6%), e 61,3% dos respondentes declararam ser casados. Profissionalmente, trabalhadores do setor privado (26,2%), autônomos (22,2%) e funcionários públicos (21,4%) compuseram a maior parcela do público.

O lazer foi a motivação principal para 86,36% dos entrevistados, sendo os atrativos naturais, praias, cachoeiras e montanhas, o fator decisivo para a escolha do destino (57,24%). As viagens em família foram o formato mais adotado (65,7%), e 45,8% dos turistas viajaram acompanhados de crianças. A cidade de Anchieta obteve o maior índice de famílias com crianças, atingindo 73,6%, além de concentrar a maior fatia de visitantes mineiros (67,21%).

A organização da viagem demonstrou um comportamento espontâneo por parte do público: 40,7% organizaram o passeio apenas na última semana, e expressivos 96,5% não utilizaram os serviços de agências de turismo. A decisão de viajar foi majoritariamente baseada em conhecimento prévio do destino (49,25%) e indicação de amigos e parentes (31,44%).

Impacto econômico e infraestrutura de transporte e hospedagem
O impacto econômico direto da temporada refletiu o otimismo do setor. O Gasto Médio Diário Individual (GMDI) atingiu R$ 222,59, superando consideravelmente os R$ 155,70 (valor corrigido pela inflação) registrados no verão de 2024. A métrica financeira da pesquisa detalha que o Gasto Médio Total por viagem alcançou a cifra de R$ 3.530,44. Os maiores desembolsos foram direcionados à hospedagem (R$ 2.248,19) e à alimentação (R$ 1.481,61). A permanência média no destino foi de 9 dias, geralmente em grupos familiares de 3,5 pessoas.

A modalidade de hospedagem mais utilizada foi o aluguel de imóveis, como Airbnb e congêneres (31,24%), seguido da permanência em casas de parentes ou amigos (24,56%), pousadas (18,20%) e hotéis convencionais (10,44%).

A logística rodoviária ditou o ritmo de chegada e locomoção. O automóvel próprio foi o meio de transporte utilizado por 61,7% dos turistas para entrar no estado e por 87,5% para o deslocamento interno. Viagens de ônibus de linha (14,5%) e avião (12,5%) complementaram os principais meios de acesso.

Serviços aprovados e expectativas superadas
O Espírito Santo passou por um rigoroso teste de aprovação e registrou avanços qualitativos em cinco dos seis critérios avaliados frente à temporada anterior. Somando os índices de classificações de “ótimo” e “bom”, a satisfação se distribuiu da seguinte forma:

  • Gastronomia local: 92,3%
  • Segurança pública: 91,8%
  • Receptividade e hospitalidade: 89,7%
  • Sinalização turística rodoviária: 80,9%
  • Limpeza pública: 79,5%

Outro setor que apresentou evolução foi o de serviços de táxi e transporte por aplicativo, saltando de 67,87% de aprovação na pesquisa de 2024 para 71,9% no verão de 2026. A culinária capixaba foi massivamente consumida: 88,3% dos turistas frequentaram bares, restaurantes e quiosques durante a estadia. Curiosamente, a contratação de passeios turísticos locais ainda encontra resistência; 66,5% afirmaram não ter buscado o serviço por falta de interesse.

No balanço geral da temporada, 90,9% dos visitantes garantiram que suas expectativas em relação à viagem foram plenamente atendidas ou superadas. Segundo atesta a Setur no próprio documento, as informações apuradas “ajudam a orientar as políticas de promoção e desenvolvimento do turismo no estado”.

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