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Novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago hoje; veja o que muda

02 fev 2026 - 12:45

Redação Em Dia ES - por Julieverson Figueredo, com informações de Agência Brasil

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Reajuste de 6,79% supera a inflação e injetará R$ 81,7 bilhões na economia. Alteração impacta também tabelas de contribuição do INSS, seguro-desemprego e benefícios assistenciais
Pagamento do novo piso nacional de R$ 1.621 aos trabalhadores começa nesta segunda-feira. Foto: Rafael Carvalho/Canva

O pagamento do novo salário mínimo, fixado em R$ 1.621, começa a ser efetuado aos trabalhadores nesta segunda-feira (2). O valor reajustado já pode ser conferido no contracheque referente à folha de janeiro.

Oficializado pelo Decreto 12.797/2025, o reajuste de 6,79% representa um acréscimo nominal de R$ 103. O aumento segue a política de valorização do salário mínimo, que combina a reposição da inflação (medida pelo INPC) com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). O cálculo respeita os limites do novo arcabouço fiscal, que restringe o ganho real a 2,5% acima da inflação registrada no ano anterior.

Para os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o calendário de depósitos teve início no último dia 26. O cronograma de pagamentos segue até a próxima sexta-feira (6), organizado conforme o número final do cartão do benefício, desconsiderando o dígito verificador.

Valores e metodologia: Quanto vale o mínimo em 2026:

  • Mensal: R$ 1.621;
  • Diário: R$ 54,04;
  • Hora: R$ 7,37.

Como foi calculado: O índice final de 6,79% foi composto da seguinte forma:

  • Inflação pelo INPC: 4,18%;
  • Crescimento real do PIB: 3,4% (aplicado o teto do arcabouço fiscal, que limita o adicional a 2,5%);
  • Soma dos fatores: 4,18% + 2,5%.

Impacto econômico
Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo piso nacional impacta a renda de 61,9 milhões de brasileiros. A estimativa é que o aumento injete R$ 81,7 bilhões na economia ao longo de 2026.

O reajuste gera efeitos amplos tanto no orçamento familiar quanto nas contas públicas. O governo federal projeta um impacto econômico combinado de R$ 110 bilhões, considerando o aumento salarial e a isenção do Imposto de Renda. Por outro lado, haverá um custo adicional para a Previdência Social estimado em R$ 39,1 bilhões.

Além de afetar diretamente os trabalhadores que recebem o piso, o novo valor serve de indexador para diversos benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas, incluindo aposentadorias, pensões, seguro-desemprego e salário-família.

Confira como ficam os benefícios e contribuições

INSS

  • Benefícios no piso (1 salário mínimo): Reajuste integral de 6,79%, passando para R$ 1.621;
  • Acima do piso: Reajuste de 3,90% (baseado apenas no INPC de 2025);
  • Teto do INSS: R$ 8.475,55.

Contribuições ao INSS (Regime CLT)

As alíquotas de contribuição incidem de forma progressiva sobre as faixas salariais:

  • 7,5%: Para quem ganha até R$ 1.621;
  • 9%: De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84;
  • 12%: De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27;
  • 14%: De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55.

Autônomos, facultativos e MEI Os valores de recolhimento mensal foram atualizados:

  • Plano normal (20%): R$ 324,20;
  • Plano simplificado (11%): R$ 178,31;
  • Baixa renda (5%): R$ 81,05;
  • Microempreendedor Individual – MEI (5%): R$ 81,05.

Seguro-Desemprego: Com vigência desde 11 de janeiro, o benefício foi ajustado pelo INPC (3,90%):

  • Parcela mínima: R$ 1.621;
  • Parcela máxima: R$ 2.518,65;

Obs: O valor final varia conforme a média salarial dos últimos meses.

Salário-Família

  • Valor: R$ 67,54 por dependente;
  • Critério: Pago aos trabalhadores com remuneração mensal de até R$ 1.980,38.
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Atualizado: 02/02/2026 13:57

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