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‘Não estamos dispostos a ser tratados como subalternos’, diz Lula sobre tarifaço

26 ago 2025 - 10:49

Redação Em Dia ES - Com G1

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Presidente comanda segunda reunião ministerial do ano no Palácio do Planalto
Segundo Lula, o Brasil está disposto a sentar na mesa "em igualdade de condições". Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu na manhã desta terça-feira (26), no Palácio do Planalto, sua equipe de ministros para projetar a entrega de ações consideradas prioritárias pelo governo.

Na abertura da reunião, que foi transmitida pela imprensa, o presidente reforçou críticas à guerra em Gaza, e também ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Somos um país soberano, temos uma Constituição, temos uma legislação, quem quiser entrar nesses 8,5 milhões de quilômetros quadrados, no nosso espaço aéreo, no nosso espaço marítimo, nas nossas florestas, tem que prestar contas à nossa Constituição e à nossa legislação”, afirmou.

“Esse homem aqui [Alckmin], aquele homem ali que é o Haddad, aquele ali que é o Mauro Vieira, estão 24 horas por dia à disposição de negociar com quem quer que seja, o assunto que for, sobretudo na questão comercial”, completou.

Segundo Lula, o Brasil está disposto a sentar na mesa “em igualdade de condições”.

“O que não estamos dispostos é sermos tratados como se fôssemos subalternos. Isso nós não aceitamos de ninguém”, prosseguiu.

Trump e ‘big techs’
Lula mais uma vez criticou o presidente dos EUA, Donald Trump, por causa da guerra tarifária em curso.

“[Trump] tem agido como se fosse o imperador do planeta terra. É uma coisa descabida, mas ele continua fazendo ameaças ao mundo inteiro”, afirmou Lula.

O presidente citou que Trump ameaça quem tenta adotar medidas contra as grandes empresas de tecnologia, as chamadas “big techs”.

Lula, que pretende enviar ao Congresso um projeto de regulação das “big techs”, afirmou que o Brasil é “soberano” e que empresas estrangeiras devem respeitar a legislação local.

O presidente também lamentou a suspensão do visto do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, pelos EUA. Segundo ele, foi um “gesto irresponsável”.

Faixa de Gaza e guerra na Ucrânia
No discurso, Lula voltou a afirmar que Israel comete um genocídio contra os palestinos na Faixa de Gaza. O conflito na região foi iniciado após um ataque terrorista do Hamas no território israelense, há quase dois anos

“Temos a continuidade do genocídio na Faixa de Gaza, que não para, todo o dia mais gente morre”, declarou Lula.

Segundo o presidente, crianças que passam fome são “assassinadas como se fossem do Hamas” pelas tropas israelenses.

Lula também afirmou que a guerra entre Ucrânia e Rússia “está para chegar ao final” e que há uma preocupação entre os principais atores, como EUA e União Europeia, sobre quem ficará com a dívida do conflito.

“Eu acho que tanto o presidente Putin e quanto o presidente Zelensky já sabem o limite de onde vai essa guerra, a Europa já sabe o limite, Trump já sabe o limite. Então eu acho que estão apenas aguardando o momento que eles tenham coragem de anunciar o fim dessa guerra. Na verdade, eu acho que preocupação maior é quem vai ficar com a dívida da guerra”, afirmou o presidente.

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Atualizado: 26/08/2025 11:24

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