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Web resgata críticas de Eduardo Bolsonaro à prisão domiciliar, agora imposta a seu pai

05 ago 2025 - 10:15

Redação Em Dia ES - por Julieverson Figueredo

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Em postagens antigas, o deputado federal classificava a medida como "sinônimo de impunidade" e pedia sua revogação. Ministro Alexandre de Moraes determinou o regime para o ex-presidente por descumprimento de cautelares
Web resgata críticas de Eduardo Bolsonaro à prisão domiciliar, agora imposta a seu pai. Foto: Joedson Alves/EFE

Postagens antigas do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) que criticam a prisão domiciliar viralizaram nas redes sociais desde a noite desta segunda-feira (4). O resgate das publicações ocorre após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretar a mesma medida por tempo indeterminado a seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, por descumprimento de cautelares. Nos textos, o parlamentar classificava o regime como “sinônimo de impunidade” e um benefício para “ladrão amigo do rei”.

Em publicações feitas na plataforma X (antigo Twitter) entre 2017 e 2019, Eduardo Bolsonaro defendia a revogação da medida e criticava o uso de tornozeleiras eletrônicas. Em 24 de março de 2018, o deputado questionou: “Dá para levar a sério um país onde existe PRISÃO DOMICILIAR? O condenado é carcereiro dele mesmo!!! Se não conseguem nem monitorar as tornozeleiras eletrônicas quem dirá cada preso em seu domicílio”.

Meses antes, em 19 de dezembro de 2017, ele havia ironizado o tratamento diferenciado entre presos comuns e os da Operação Lava Jato. “Tenho até medo de pedir isonomia de tratamento dos presos da Lava Jato com os presos comuns. É capaz do STF botar toda população carcerária em prisão domiciliar”, escreveu à época.

Ainda em dezembro de 2017, Eduardo afirmou: “Ladrão de galinha ir para a cadeia e ladrão amigo do rei para prisão domiciliar (leia-se mansão) é sinônimo de impunidade. Infelizmente juízes se utilizam de brechas nas leis para favorecer alguns. É preciso revogar o instituto da prisão domiciliar.”

Já em 6 de março de 2019, o deputado voltou a criticar alternativas penais, listando itens como tornozeleiras eletrônicas, prisão domiciliar, progressão de pena e audiências de custódia como parte do que chamou de “evolução das leis penais” em benefício de infratores. “E o cidadão comum?”, questionou, sugerindo uma priorização dos direitos dos acusados em detrimento da sociedade.

Prisão domiciliar do ex-presidente
A decisão do ministro de agravar as restrições contra Jair Bolsonaro foi motivada pelo desrespeito a uma ordem judicial anterior, que o proibia de usar redes sociais, inclusive por meio de terceiros. O estopim foi a divulgação de mensagens de agradecimento a apoiadores, veiculadas nos perfis de seus filhos Flávio, Carlos e Eduardo no último domingo (3).

As cautelares originais foram impostas a Bolsonaro no âmbito do inquérito que apura uma suposta trama golpista, no qual o ex-presidente é réu. O julgamento está previsto para setembro.

Atualmente, Eduardo Bolsonaro está licenciado do mandato e reside nos Estados Unidos, alegando perseguição política. O deputado é investigado por sua suposta atuação junto ao governo de Donald Trump para promover retaliação contra o governo brasileiro e ministros do STF. Nesse processo, Jair Bolsonaro é investigado por supostamente enviar recursos, via Pix, para custear a estadia do filho no exterior.

Com a nova decisão de Moraes, o ex-presidente deverá seguir as seguintes regras:

. Permanecer com tornozeleira eletrônica;

. Proibição de receber visitas sem autorização prévia do STF e de utilizar telefone celular;

. Apenas advogados e familiares que residem com ele, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a filha do casal, podem ter contato direto;

. Visitantes autorizados não poderão portar celulares, fotografar ou gravar imagens.

. Além disso, continuam válidas as cautelares decretadas no mês passado:

. Proibição de manter contato com embaixadores ou autoridades estrangeiras;

. Proibição de uso de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros;

. Proibição de receber visitas de outros investigados nas ações sobre a trama golpista;

. Proibição de aproximação e acesso a embaixadas e consulados.

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Atualizado: 05/08/2025 10:15

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