O Senado instalou nesta terça-feira (24) a comissão parlamentar de inquérito que examinará uma lista de 8.667 brasileiros que mantêm ou já tiveram conta no banco HSBC da Suíça, alvo de um vazamento que ficou conhecido em todo o mundo como Swissleaks. Foi eleito presidente o senador Paulo Rocha (PT-PA) e vice-presidente, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), que propôs a criação da CPI. O relator será Ricardo Ferraço (PMDB-ES).
O grupo de 11 senadores titulares trabalhará pelos próximos seis meses e deve apurar a existência de evasão de divisas e fraude fiscal dos clientes – entre os quais, empresários, políticos, agiotas, artistas e celebridades.
Documentos vazados da filial suíça mostram que o banco blindou correntistas de obrigações fiscais e da comprovação da origem dos recursos. Doze partidos políticos brasileiros receberam doações eleitorais provenientes de contas descobertas no banco.
O presidente da CPI afirmou que a comissão não fará uma “caça às bruxas” e que conduzirá os trabalhos “com equilíbrio e responsabilidade”. Ele afirmou que já sofreu investigação e que isso é muito ruim, pois afeta a vida das pessoas.
“A tentativa de transformar isso num grande espetáculo é concreta. Então, a minha responsabilidade e a minha experiência já de 24 anos no Congresso Nacional, minha posição é que a gente dirija isso aqui com equilíbrio e com responsabilidade porque envolve a vida das pessoas” afirmou.
Ricardo Ferraço ressaltou a importância de investigar o caso, pois, além da sonegação de impostos, podem ter ocorrido vários outros crimes, inclusive ligados ao crime de corrupção investigado na Operação Lava-Jato. Contudo, Ferraço ponderou que os senadores não podem confundir privacidade com impunidade.
“São dois dos valores que nós precisaremos trabalhar aqui com muita responsabilidade, respeitando a privacidade, mas tendo como preocupação central também em não rimar privacidade com impunidade, buscando os fatos como eles são” disse.
Randolfe afirmou que a investigação deve ser feita para separar os culpados dos inocentes.
“Nenhuma investigação é caça às bruxas. Investigação busca separar quem é culpado de quem é inocente. Obviamente, quem for culpado tem que responder. O que nós temos que fazer é investigação: nem mais nem menos que investigação” disse.
Redação Portal Linhares Em Dia
Por Agência Senado
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