Uma Comissão Especial foi criada na Assembleia Legislativa (Ales) no primeiro semestre de 2015 com a finalidade de investigar as obras do estádio Kléber Andrade e dos Campos Bom de Bola I e II, ambas realizadas pela Secretaria de Estado de Esportes e Lazer (Sesport) com recursos oriundos do Instituto de Obras Públicas do Espírito Santo (Iopes).
A iniciativa partiu do deputado Bruno Lamas (PSB), que presidiu o colegiado. “A Comissão foi criada porque muitas obras estavam inacabadas e recebemos denúncias nos contratos de aditivos e transferências financeiras nos campos Bom de Bola. A população capixaba sabe que o Kléber Andrade ainda não está totalmente concluído”, afirmou.
O colegiado trabalhou solicitando documentos ao Governo do Estado relativos às obras e convidando pessoas envolvidas nos processos licitatórios. Parte da documentação foi entregue aos membros do colegiado em maio, mas o restante apenas após o fim dos trabalhos.
Os parlamentares chegaram a convidar para as reuniões o ex-presidente da comissão de licitação da Sesport e atual secretário de Turismo do município de Serra, Ronaldo Endlich, e o ex-funcionário da secretaria, Arthur Silva Gomes, mas nenhum dos dois chegou a comparecer ao colegiado.
Prorrogação rejeitada
Com a alegação de que era necessário mais tempo para analisar a documentação das obras, foi solicitada a prorrogação dos trabalhos até o final da Legislatura (2018). O requerimento entrou na pauta da sessão ordinária do dia 17 de junho, mas por orientação do presidente da Casa, Theodorico Ferraço (DEM), Bruno Lamas optou por retirar a proposta e alterar a prorrogação para até o fim do ano legislativo vigente.
O prazo de trabalhos da Comissão encerrou-se no dia 4 de julho (sábado) e, com o tempo já expirado, um requerimento para incluir no Expediente o pedido de prorrogação do prazo do colegiado foi colocado em votação na sessão ordinária do dia 13 de julho. Os deputados, porém, rejeitaram por 22 votos a cinco, o que culminou com o término da comissão.
Kléber Andrade
O estádio Kléber Andrade foi comprado pelo Governo do Estado do clube Rio Branco em 2008 por aproximadamente R$ 7 milhões. As obras foram iniciadas em abril de 2010, ainda sob a gestão de Paulo Hartung, pela Blokos Engenharia, vencedora da licitação. O prazo de conclusão das obras era de 20 meses, contudo, o estádio ainda não foi totalmente concluído.
Em maio de 2012, já durante o governo de Renato Casagrande, foi anunciada a rescisão do contrato com a Blokos pelo não cumprimento do cronograma de execução, pois apenas 36,83% das obras haviam sido realizadas. A construção foi paralisada e, em agosto, o Consórcio Andrade Valladares-Topus, segundo colocado na licitação, assumiu o empreendimento.
Novamente sob o comando de Hartung, em abril deste ano, foi anunciado o término e a não renovação do contrato. O Executivo informou que vai realizar um inventário das obras pendentes antes de definir sobre uma nova licitação. O valor inicial da obra era de R$ 86 milhões, entretanto, os investimentos já chegam a quase R$ 190 milhões e ainda são necessários mais R$ 50 milhões para terminar completamente o estádio.
Campo Bom de Bola
Também sob a responsabilidade da Sesport, o projeto Campo Bom de Bola consistiu na construção de campos de futebol soçaite equipados com grama sintética, alambrado e iluminação. Na primeira fase do projeto foram entregues 80 unidades e, em 2013, foi lançado o Campo Bom de Bola II, que trouxe um modelo de construção de acordo com os padrões estabelecidos pela Confederação 7 Society. Dessa forma, os campos podem receber competições estaduais e nacionais.
A Comissão
Criada pela resolução nº 3.940, de 24 de março deste ano, a Comissão Especial do Kléber Andrade e dos Campos Bom de Bola I e II realizou suas reuniões às segundas-feiras, às 9h30min, quinzenalmente, no plenário Judith Leão Castello Ribeiro. O prazo para a conclusão dos trabalhos encerrou-se no dia 4 de julho.
Bruno Lamas (PSB) presidiu o colegiado, que teve como vice Pastor Marcos Mansur (PSDB) e relator Cacau Lorenzoni (PP). Os suplentes foram Freitas (PSB), Sergio Majeski (PSDB) e Erick Musso (PP). Os procuradores responsáveis por acompanhar os encontros Matusalém Dias de Moura e Hélcio Joaquim Corrêa Mesquita.
Redação Portal Linhares Em Dia
Com informações da Web Ales
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