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Casal suspeito de integrar PCC e criar site falso para venda de armas é preso no ES

20 jan 2026 - 14:25

Redação Em Dia ES

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Esquema fraudulento utilizava dados de CACs e agentes de segurança para realizar empréstimos e novos estelionatos. Dupla capturada na Grande Vitória repassava lucros para organização criminosa de São Paulo
Casal suspeito de integrar PCC e criar site falso para venda de armas é preso no ES. 📸 Divulgação / Polícia Civil

A Polícia Civil prendeu, na manhã desta terça-feira (20), um casal suspeito de manter um site falso de venda de armas destinado a aplicar golpes em Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs). A ação ocorreu no bairro Vista da Serra II, no município da Serra, na Grande Vitória. Homero Vieira de Almeida e Mayra dos Santos Silva são apontados como integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa de São Paulo que tentava se estabelecer no Espírito Santo.

Segundo o delegado Fabrício Dutra, chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), o esquema consistia na oferta de armamentos inexistentes em uma página fraudulenta na internet. Ao tentarem adquirir os produtos, as vítimas forneciam dados pessoais e realizavam pagamentos, mas nunca recebiam as mercadorias. Tanto os valores arrecadados quanto as informações sensíveis dos compradores eram repassados à organização criminosa.

Durante a operação, os agentes cumpriram dois mandados de prisão e cinco de busca e apreensão. Homero já possuía histórico criminal: detido em 2024 por envolvimento com organização criminosa, ele era considerado foragido após não retornar do benefício da saída temporária em 2025.

“São armas de fogo de renome, marcas internacionais. O preço é atrativo, a pessoa acha que está comprando algo com seriedade e não está. Muitas pessoas caíram, inclusive policiais”, explicou o delegado Fabrício Dutra.

As apurações revelaram ainda que os dados repassados pelas vítimas eram utilizados posteriormente para a realização de empréstimos e a aplicação de golpes em terceiros. O inquérito policial prossegue com o objetivo de identificar outros envolvidos na rede criminosa. “É um duro golpe contra o estelionato e um recado claro: aqui no Espírito Santo, não”, finalizou Dutra.

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Atualizado: 20/01/2026 14:26

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