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Justiça condenou motorista a 38 anos de prisão pela morte do servidor público Wátila Fêu em Linhares

02 dez 2021 - 07:45

Redação Em Dia ES

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Acidente ocorreu em junho de 2020. A esposa da vítima sobreviveu à batida, mas teve sequelas
A Justiça condenou a 38 anos de reclusão o motorista que matou o servidor público Wátila Fêu e feriu a esposa dele em um cruzamento da BR 101, em Linhares, em junho de 2020. Márcio Dias da Silva avançou o sinal vermelho e atingiu o casal que estava em uma motocicleta. O júri foi unânime em acatar a culpa de Márcio por homicídio e tentativa de homicídio, ambos triplamente qualificados, dolo eventual e perigo comum, além de omissão de socorro no trânsito e fraude processual, entre outros crimes. 

O homem também foi sentenciado pelo crime de desobediência, com pena de 4 meses de detenção e ao pagamento de 100 dias-multa. Quando atropelou o casal, Márcio Dias Silva cumpria em liberdade uma condenação por estupro. Como ambos os crimes são hediondos, ele terá que ficar pelo menos dois terços dessa nova condenação em regime fechado. O julgamento começou às 9h da manhã de quarta-feira (1) e terminou por volta de 21h no Fórum desembargador Mendes Wanderley, bairro Três Barras.

A morte do casal
O casal trafegava na motocicleta, no sentido Bairro Três Barras para o Jardim Laguna, e atravessava a BR-101, com o sinal verde naquele sentido, quando foi surpreendido pelo veículo de Márcio que não parou no sinal vermelho e atingiu a moto do casal em cheio. Com o impacto, Wátila e a esposa foram lançados vários metros no asfalto. Ele morreu na hora. Já a esposa foi socorrida e ficou internada. Ele se recuperou do acidente, mas sofre com algumas sequelas.

Imagens da câmera de videomonitoramento demonstraram que a preferência no momento da colisão era das vítimas que cruzavam a rodovia, assim como outros veículos, bicicletas e pessoas. As apurações demonstraram ainda que o acusado não tinha habilitação, havia ingerido bebidas alcóolicas e não respeitou o sinal vermelho para que parasse o veículo. 

Para o promotor de Justiça do MPES Bruno de Freitas Lima, que atuou no júri, a sentença reproduz integralmente o que estava na denúncia. “O Ministério Público trabalhou com os fatos que ora se mostram corretos. A sentença culmina um trabalho de investigação de sucesso, que demonstrou claramente o crime praticado”, avaliou. Márcio Dias da Silva também possui condenação transitada em julgado por receptação, possui registro por violência doméstica e já foi preso por dívida de pensão alimentícia.
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Atualizado: 02/12/2021 07:45

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