política

PF prende prefeito e ex-prefeito de Pedro Canário por esquema de fraude em festa da cidade

26 maio 2026 - 09:45

Redação Em Dia ES - por Julieverson Figueredo

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Operação Eco da Fraude II apura desvios, corrupção e lavagem de dinheiro em contratos do "XXXIV Forró da Tábua Lascada". Penas podem ultrapassar 30 anos de prisão
PF prende prefeito e ex-prefeito de Pedro Canário por esquema de fraude em festa da cidade. Foto: Reprodução

O atual prefeito de Pedro Canário, Kleilson Rezende (PSB), e o ex-prefeito do município, Bruno Araújo (PDT), foram presos na manhã desta terça-feira (26) pela Polícia Federal. As detenções ocorreram no âmbito da Operação Eco da Fraude II, que investiga a atuação de uma organização criminosa suspeita de manipular licitações, desviar dinheiro público e lavar capitais durante a realização do evento “XXXIV Forró da Tábua Lascada”.

Mandados e medidas judiciais
Além dos dois mandados de prisão contra os políticos, a operação resultou no cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão. O Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo (TJES) também autorizou o afastamento cautelar de um ocupante de cargo eletivo e de um servidor municipal de Pedro Canário, em conjunto com outras medidas investigativas e de bloqueio patrimonial.

A Polícia Federal explicou que as ações desta terça-feira têm como finalidade “aprofundar a coleta de provas, identificar eventuais outros envolvidos, interromper a continuidade das práticas criminosas e resguardar o ressarcimento ao erário”.

Estrutura do esquema e lavagem de dinheiro
O inquérito policial foca na atuação de um grupo formado por agentes públicos e empresários. Conforme detalhado pela Polícia Federal, “a investigação identificou indícios de um esquema estruturado envolvendo agentes públicos e empresários, caracterizado por manipulação de procedimentos licitatórios, superfaturamento de contratos públicos e pagamento de vantagens indevidas, com posterior ocultação da origem dos valores”.

Durante as apurações financeiras, os investigadores rastrearam o caminho do dinheiro desviado e identificaram métodos utilizados para burlar a fiscalização. As análises indicam:

  • Movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica dos investigados;
  • Utilização de contas de terceiros e de operadores para a circulação de valores em espécie;
  • Existência de uma estrutura organizada dedicada exclusivamente à ocultação e dissimulação dos recursos ilícitos.

Possíveis penas
Os alvos da Operação Eco da Fraude II poderão responder, em tese, pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, fraude em licitação, peculato (desvio de recursos), lavagem de capitais e formação de organização criminosa. A Polícia Federal informou que as penas estipuladas para esses delitos, quando somadas, podem ultrapassar 30 anos de reclusão.

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Atualizado: 26/05/2026 09:49

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