Um casal de irmãos está desaparecido desde a segunda-feira (23) após se perder durante uma caminhada na trilha do Pico da Bandeira, localizada no Parque Nacional do Caparaó, na divisa entre o Espírito Santo e Minas Gerais. Uma operação de busca e resgate, que já ultrapassa 24 horas de duração, mobiliza 30 pessoas entre bombeiros militares dos dois estados, servidores do ICMBio, voluntários e guias locais, mas enfrenta dificuldades devido às fortes chuvas e aos ventos intensos na região montanhosa.
Ainda não há informações oficiais sobre os nomes, as idades ou a origem dos desaparecidos. A operação de resgate teve início logo após a comunicação do desaparecimento e se estende por toda a terça-feira (24).
Força-tarefa e condições climáticas
A 2ª Companhia do 3º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo, sediada em Guaçuí, foi acionada como equipe de primeira resposta e iniciou as varreduras ainda debaixo de chuva e ventania. Seis militares realizaram a incursão inicial. A operação também conta com o apoio do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, que atua pelo lado mineiro do parque. Durante a ação, as equipes dos dois estados se encontraram em campo para compartilhar informações e ampliar a área de cobertura.
Para auxiliar na visualização aérea, uma equipe do Notaer (Núcleo de Operações e Transporte Aéreo) chegou a realizar sobrevoos em duas trilhas do parque. No entanto, com a piora do tempo nesta terça-feira (24), o helicóptero precisou retornar para a base em Vitória. Para reforçar as buscas por terra, o Espírito Santo enviou uma nova equipe especializada por meio do Centro de Ensino e Instrução de Bombeiros (CERD).
Locais de busca e trilhas clandestinas
Desde o início dos trabalhos, as equipes percorreram áreas próximas à trilha principal do Pico da Bandeira e pontos estratégicos do maciço, como a Pedra das Duas Irmãs, o Pico do Calçado e o Pico do Cristal, este último percorrido por voluntários na manhã de segunda-feira (23). Buscas noturnas também foram realizadas no trajeto oficial entre a Casa Queimada e o ponto culminante do parque. Até o momento, nenhum vestígio do casal foi localizado nessas áreas.
Com a falta de pistas nas rotas convencionais, a estratégia foi reavaliada na manhã e início da tarde desta terça-feira (24). As buscas passaram a ser priorizadas em rotas não convencionais, conhecidas como trilhas clandestinas, apontadas como pontos críticos pela recorrência de extravios de visitantes. O trabalho conta com o auxílio de guias da região.
“Pode ser que, em algum momento, eles entraram em alguma dessas trilhas e seguiram. Estamos mapeando essas trilhas e colocando equipes nelas“, informou o Corpo de Bombeiros.
Para organizar a logística diurna, um Sistema de Comando de Operações (SCO) foi instalado na área da Casa Queimada, centralizando o planejamento e a execução das ações.
A gestão do Parque Nacional do Caparaó emitiu um aviso em suas redes sociais informando sobre o andamento dos trabalhos e agradecendo o apoio. Em nota, a administração ressaltou que a equipe da unidade “juntamente com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais e Espírito Santo e guias locais, segue com as buscas ao casal de irmãos que se perderam ao percorrer a trilha”. O comunicado oficial garante ainda que “todos os recursos disponíveis estão sendo orientados a fim de encontrá-los” e que novas atualizações serão reportadas ao público assim que houver novidades sobre o caso.


















