O estado do Espírito Santo registrou 63,61 pontos no Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, garantindo a oitava posição entre todas as unidades federativas do país. A pesquisa, elaborada pela Coordenação de Estudos Sociais do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), foi divulgada em edição especial e avalia o desempenho socioambiental dos territórios com foco na qualidade de vida da população.
Com a nota obtida, o Espírito Santo posiciona-se à frente de estados como Rio de Janeiro (63,47) e Bahia (58,72), situando-se logo abaixo de Minas Gerais (64,66) e São Paulo (67,96) no cenário nacional.
O desempenho dos municípios capixabas
Na avaliação interna dos municípios do estado, a cidade de João Neiva obteve a pontuação mais alta, com um índice geral de 67,54, liderando o ranking de progresso social. Na sequência, aparecem municípios da região metropolitana e do interior com índices muito próximos:
- Serra registrou 66,26 pontos no índice geral.
- Vila Velha alcançou a marca de 66,15 pontos.
- Vitória obteve a pontuação de 66,02.
- Ibiraçu fechou o grupo das cinco maiores notas com 65,61 pontos.
O estudo indica que as cidades mais populosas do estado (Serra, Vila Velha e Vitória) mantêm um desempenho consistente de desenvolvimento, figurando no topo da classificação estadual.
Disparidades entre as microrregiões
A análise territorial evidenciou diferenças significativas entre as áreas do Espírito Santo. A microrregião Metropolitana apresentou o melhor resultado consolidado, somando 64,05 pontos. Logo atrás, encontram-se as microrregiões Central Sul (63,47) e Rio Doce (63,10).
No extremo oposto da tabela de classificação regional, os menores desempenhos foram observados nas microrregiões Noroeste e Nordeste, que registraram, respectivamente, 59,39 e 59,79 pontos no índice geral.
Necessidades básicas e a lacuna de oportunidades
A metodologia do IPS divide a pontuação em três pilares principais. No recorte estadual, a dimensão de “Necessidades Humanas Básicas” foi o ponto forte capixaba, atingindo a média de 72,86 pontos. A área de “Fundamentos do Bem-estar” registrou resultados intermediários, marcando 67,42 pontos.
A dimensão classificada como “Oportunidades”, no entanto, puxou a média do estado para baixo, somando apenas 44,16 pontos. Dentro destes grandes grupos, os indicadores específicos revelaram de forma mais detalhada as áreas de sucesso e de vulnerabilidade da gestão pública capixaba:
- O componente “Moradia” destacou-se positivamente com a nota 88,40.
- O “Acesso ao Conhecimento Básico” também obteve alto rendimento, marcando 79,61 pontos.
- Em contrapartida, os “Direitos Individuais” apresentaram avaliação crítica, com apenas 29,42 pontos.
- O “Acesso à Educação Superior” configurou-se como outro grande desafio, com nota de 36,35.
Segundo o diretor-geral do IJSN, Antônio Ricardo Fonseca da Rocha, o detalhamento das informações é vital para a compreensão das condições de vida locais.
“O estudo permite identificar avanços importantes alcançados pelos municípios capixabas, ao mesmo tempo em que evidencia desafios que ainda precisam ser enfrentados. Ao reunir informações em diferentes dimensões sociais e ambientais, o IPS se torna uma ferramenta relevante para subsidiar o planejamento, a avaliação e o aprimoramento das políticas públicas voltadas à melhoria da qualidade de vida da população”, explicou o diretor.
A metodologia do índice
O Índice de Progresso Social é uma ferramenta desenvolvida em caráter global pela organização Social Progress Imperative. A métrica varia numa escala de 0 a 100 pontos e possui a característica principal de avaliar exclusivamente variáveis sociais e ambientais, isolando indicadores econômicos, para medir de fato os resultados que chegam até a vida do cidadão. A organização divulga publicações anuais para 170 países desde 2014, orientando gestores públicos e privados na formulação de investimentos e políticas de inclusão.


















