O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sindipostos-ES) emitiu um alerta na quarta-feira (17) sobre o risco de falta de combustíveis no Espírito Santo devido a problemas na cadeia de abastecimento. O mercado capixaba enfrenta restrições logísticas que comprometem o fornecimento de produtos como a gasolina, atingindo de forma direta os postos de bandeira branca, que operam sem vinculação a uma distribuidora específica. A entidade informou que acompanha a situação de perto e orienta a população a não realizar corridas aos postos.
Dificuldades logísticas e gargalos em estados vizinhos
De acordo com o Sindipostos-ES, o principal fator que gera o risco atual no abastecimento é o atraso na chegada de navios carregados com combustíveis que têm o Espírito Santo como destino. Diante desse cenário de atrasos, as distribuidoras e os postos locais buscam alternativas em outros mercados regionais, mas encontram restrições operacionais e financeiras para adquirir os produtos.
O sindicato detalha que os estados vizinhos enfrentam limitações próprias que dificultam o fornecimento para a demanda capixaba. “Em Minas Gerais, há limitações operacionais que restringem a disponibilidade de produto, enquanto a interrupção das operações da Refit, no Rio de Janeiro, aumenta a pressão sobre outras fontes de abastecimento. Além disso, combustíveis disponíveis em outros polos, como a Bahia, apresentam custos significativamente mais elevados”, explica a nota divulgada pela entidade.
Infraestrutura próxima do limite exige investimentos
O cenário de atenção expõe as condições estruturais do setor no estado. Segundo o Sindipostos-ES, a situação atual evidencia uma vulnerabilidade antiga do mercado local frente a problemas que afetam o abastecimento regional e nacional.
“A situação reforça uma preocupação antiga do setor: a infraestrutura de abastecimento do Estado opera próxima do limite de sua capacidade, tornando a revenda e a sociedade capixaba vulnerável a qualquer intercorrência na cadeia logística”, relata o sindicato.
Para mitigar o problema e garantir maior segurança no abastecimento do Espírito Santo, a entidade reforçou que a ampliação da infraestrutura de armazenamento e de distribuição é considerada essencial. O sindicato aponta para a necessidade urgente de investimentos que ampliem essa capacidade logística, reduzindo os impactos de eventuais interrupções futuras na cadeia de suprimentos.


















