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ES destina mais de R$ 300 milhões para ciência e inovação com lançamento de 34 editais

29 abr 2026 - 15:15

Redação Em Dia ES - por Julieverson Figueredo

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Pacote de fomento viabiliza oportunidades para estudantes, pesquisadores e empreendedores em 2026, com recursos voltados à internacionalização, bolsas de estudo e criação de startups
ES destina mais de R$ 300 milhões para ciência e inovação com lançamento de 34 editais. Foto: DragonImages

O Governo do Espírito Santo anunciou, nesta terça-feira (28), um investimento superior a R$ 300 milhões para o setor de Ciência, Tecnologia, Inovação (CT&I) e Extensão no ano de 2026. A verba financiará a abertura de 34 editais, sendo 12 inéditos, apresentados durante um evento da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), na Cidade da Inovação, em Vitória. O montante será destinado a bolsas acadêmicas, pesquisa científica e fomento ao empreendedorismo tecnológico em diversas regiões do Estado.

Para acessar a lista completa com os 34 editais anunciados e seus respectivos cronogramas, clique aqui.

Os recursos são provenientes do Fundo Estadual de Ciência e Tecnologia (Funcitec) e do Funcitec/Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI). O aporte abrange eixos como carreira científica, difusão de conhecimento, extensão e internacionalização da pesquisa produzida no território capixaba. O evento de apresentação reuniu cientistas, professores, estudantes, empreendedores e representantes do setor produtivo.

O diretor-geral da Fapes, Rodrigo Varejão, definiu a iniciativa como um passo para a ampliação da estrutura de fomento no Estado. “Realizamos mais um importante evento de lançamento de editais da Fapes, com iniciativas inéditas e um volume recorde de recursos. Com isso, fortalecemos o fomento a um ecossistema de ciência, tecnologia e inovação em constante crescimento”, afirmou Varejão, destacando o foco na formação de talentos e na presença internacional da pesquisa local.

Para o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional, Jales Cardoso, o objetivo central é a aplicação prática da verba pública. “Nosso compromisso é esse: transformar investimento em oportunidade, desenvolvimento e qualidade de vida para os capixabas”, ressaltou o secretário.

Programas inéditos e intercâmbio estadual
Do total de 34 chamadas previstas para 2026, oito já foram lançadas ao longo do ano. Durante o evento desta terça-feira, quatro novos editais foram oficialmente abertos, incluindo duas iniciativas inéditas no Espírito Santo: o programa de Bolsas de Doutorado Sanduíche, focado no intercâmbio internacional, e o Dr. Empreendedor Capixaba.

O programa Dr. Empreendedor Capixaba foi inspirado em um modelo adotado no Rio Grande do Sul. Odir Dellasgotin, diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs) e ex-presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), esteve presente no evento em Vitória para comentar a expansão da iniciativa.

“A Fapes é uma das principais fundações estaduais de amparo à pesquisa e tem papel fundamental no desenvolvimento do Espírito Santo. Este evento representa avanço e, especialmente, a expansão de um programa que idealizamos no Rio Grande do Sul, o Doutor Empreendedor, que já apresenta excelentes resultados”, declarou Dellasgotin. Ele acrescentou que a expansão da iniciativa “fortalece a inovação, ao apoiar doutores altamente qualificados na transformação do conhecimento científico em produtos e processos”.

Resultados na agricultura e no setor de rochas
O encontro na Cidade da Inovação também serviu para a apresentação de projetos que já receberam financiamento da fundação estadual e geraram produtos no mercado.

Um dos casos expostos foi o da startup SymbiosTech, que desenvolve uma nova classe de fertilizantes biológicos para a agricultura sustentável e que já firmou parceria com a empresa portuguesa SoilVitae. Amanda Bertolazi, CEO da startup e doutora em Produção Vegetal, destacou que a fundação apoiou desde sua iniciação científica até o desenvolvimento da empresa, por meio de editais como PIBICES, PROFIX e Centelha-ES. “As subvenções foram essenciais para tirar minha ideia do papel, validar o produto e avançar no desenvolvimento da startup”, pontuou Bertolazi.

Outro destaque foi um aplicativo de análise ambiental voltado para o setor de rochas ornamentais, desenvolvido pelo Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) – Campus Cachoeiro de Itapemirim. A ferramenta, apoiada pelo Edital de Extensão Tecnológica, coleta e organiza dados para a análise do ciclo de vida das rochas naturais, medindo os impactos ambientais de toda a cadeia produtiva. A metodologia visa comprovar a sustentabilidade do setor econômico capixaba e aumentar sua competitividade global, tendo sido apresentada recentemente na feira Marmomac, na Itália.

Segundo o coordenador do estudo, professor Igor Pizetta, o fomento público foi a base estrutural da pesquisa. “Esse tipo de financiamento viabiliza desde a compra de equipamentos até a formação de bolsistas, que passam a ter uma capacitação diferenciada. Sem a Fapes, não teríamos conseguido estruturar nosso grupo de pesquisa nem alcançar o impacto que temos hoje no desenvolvimento tecnológico do Estado”, explicou o professor.

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Atualizado: 29/04/2026 16:45

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