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Bad Bunny exalta cultura latina no Super Bowl, cita o Brasil e recebe críticas de Trump

09 fev 2026 - 07:00

Redação Em Dia ES - por Julieverson Figueredo

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Em apresentação inteiramente em espanhol, porto-riquenho divide palco com Lady Gaga e Ricky Martin. Donald Trump classifica performance como 'afronta' e 'bagunça' em rede social
Bad Bunny exalta cultura latina no Super Bowl, cita o Brasil e recebe críticas de Trump. Foto: Reprodução/NFL

O cantor porto-riquenho Bad Bunny comandou o show do intervalo do Super Bowl LX neste domingo (8), no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia. Em uma apresentação de aproximadamente 13 minutos realizada inteiramente em espanhol, o artista celebrou as raízes latino-americanas ao lado de convidados como Lady Gaga e Ricky Martin, provocando reações imediatas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que utilizou as redes sociais para desaprovar o espetáculo.

A performance ocorreu no intervalo da partida entre New England Patriots e Seattle Seahawks. O palco foi montado rapidamente no gramado logo após o fim do primeiro tempo, trazendo um cenário que referenciava o álbum “Debí Tirar Más Fotos”, vencedor do Grammy de Melhor Álbum do Ano em 2025 – o primeiro disco em língua espanhola a conquistar a categoria principal da premiação.

Cenografia e repertório
Bad Bunny iniciou o show em meio a uma plantação cenográfica, interpretando “Tití Me Preguntó”. A faixa, repleta de referências culturais, foi seguida por “Yo Perreo Sola”. A cenografia incluiu uma casa, em cujo telhado o cantor subiu antes de uma queda coreografada, simulando que a estrutura havia cedido.

O repertório seguiu com sucessos como “BAILE INoLVIDABLE” e “NUEVAYoL”. Dentro da casa cenográfica que decorava o palco, diversas celebridades de origem latina fizeram aparições, incluindo os atores Pedro Pascal e Jessica Alba, e as cantoras Becky G e Cardi B.

Participações especiais
A apresentação contou com duas participações musicais de destaque. A cantora Lady Gaga surgiu para interpretar “Die With a Smile”, seu sucesso em parceria com Bruno Mars. A música, única cantada em inglês durante todo o intervalo, ganhou um arranjo em ritmo de salsa, adaptando-se à proposta estética do show.

Na sequência, o também porto-riquenho Ricky Martin subiu ao palco para dividir os vocais na canção “LO QUE LE PASÓ A HAWAii”, faixa do repertório de Bad Bunny.

Simbolismo e menção ao Brasil
O encerramento do espetáculo foi marcado por simbolismos políticos e culturais. Bad Bunny entregou o troféu do Grammy, recebido na semana anterior, a uma criança, em um gesto representando a entrega do prêmio ao menino que ele foi no passado.

No ato final, dançarinos entraram em campo hasteando bandeiras de todos os países da América Latina. O cantor reafirmou o conceito de América como um continente, e não apenas como referência aos Estados Unidos. Enquanto os figurantes se posicionavam, Bad Bunny citou nominalmente diversas nações, enviando um “salve” para o Brasil, México e Chile, entre outros. Ao mencionar o país anfitrião, referiu-se a eles especificamente como “Estados Unidos”. O show foi encerrado com o hit “DtMF”.

Esta foi a segunda participação do artista no evento, ele já havia se apresentado em 2020, ao lado de Shakira e Jennifer Lopez, em Miami, mas a primeira como atração principal.

Reação de Donald Trump
Minutos após o show, o presidente Donald Trump utilizou sua rede social, a Truth Social, para criticar a apresentação e a Liga Nacional de Futebol Americano (NFL). Sem citar o nome de Bad Bunny, Trump classificou o evento como uma “bagunça”.

“Absolutamente terrível, um dos piores de todos os tempos! Não faz sentido nenhum, é uma afronta à grandeza da América e não representa nossos padrões de sucesso, criatividade ou excelência”, publicou o republicano. Trump ainda acrescentou: “Ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo, e a dança é repugnante. Esse ‘show’ é um tapa na cara do nosso país”.

O presidente já havia criticado a escolha do artista anteriormente, afirmando não saber quem ele era e considerando a decisão da liga “ridícula”.

Contexto político e imigração
A apresentação aconteceu em meio a um cenário de tensão nos Estados Unidos relacionado a políticas imigratórias. O país enfrenta uma onda de manifestações contra o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), motivadas por mortes recentes em Minnesota atribuídas à agência.

Bad Bunny é um crítico notório do ICE e de Donald Trump. Embora não tenha mencionado o órgão ou o presidente nominalmente durante o show, a exaltação da cultura latina foi interpretada como um posicionamento político.

Antes do evento, a Secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, havia declarado que o ICE estaria “em todo o lugar” durante o Super Bowl. Contudo, a chefe de segurança da NFL, Cathy Lanier, assegurou dias antes da final que agentes de imigração não teriam participação no evento. O show foi realizado sem incidentes de segurança reportados.

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