economia

Comércio exterior capixaba movimenta US$ 1,67 bilhão com alta nas importações

27 mar 2026 - 10:45

Redação Em Dia ES - por Julieverson Figueredo

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Compras do exterior, lideradas pela China, somam US$ 999 milhões em fevereiro e consolidam o papel do Espírito Santo como polo de redistribuição para o mercado interno brasileiro
Comércio exterior capixaba movimenta US$ 1,67 bilhão com alta nas importações. Foto: Reprodução

Em fevereiro, o fluxo de comércio exterior do Espírito Santo totalizou US$ 1,67 bilhão (o equivalente a R$ 8,82 bilhões, considerando a cotação do dólar a R$ 5,29). O montante foi impulsionado majoritariamente pelas importações de veículos de passageiros e aeronaves, tendo a China como principal país parceiro comercial nestas operações. O cenário evidencia a posição do estado nas cadeias produtivas globais e sua função como plataforma de entrada de produtos para o Brasil.

Balança comercial e comparativos
Do total de US$ 1,67 bilhão movimentado no mês, as importações responderam por 59,8% da fatia, alcançando a marca de US$ 999 milhões. As exportações somaram US$ 675 milhões, representando 40,2% da corrente comercial.

Na comparação com janeiro deste ano, quando o fluxo foi de US$ 1,64 bilhão, registrou-se uma leve retração de 1,9% no volume total. No entanto, no comparativo interanual (em relação a fevereiro de 2025), a corrente de comércio capixaba apresentou um crescimento de 16,5%.

Os dados constam em levantamento do Connect Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo) em parceria com o Sindiex, estruturado a partir do Comex Stat, sistema oficial do governo federal para extração de estatísticas do setor.

A análise isolada de cada fluxo detalha esse movimento:

  • Importações: Cresceram 2,2% na passagem de janeiro para fevereiro e saltaram 21,6% no comparativo com fevereiro de 2025.
  • Exportações: Recuaram 7,5% na comparação mensal, mas registraram alta de 9,7% frente a fevereiro do ano anterior.

Origem das compras e produtos importados
A China consolidou-se como o principal fornecedor externo para o Espírito Santo, respondendo por 45% do total de importações (cerca de US$ 450 milhões). Os Estados Unidos ocuparam a segunda posição, com 18%.

Entre os produtos que entraram no Brasil pelos portos capixabas, o destaque fica para:

  • Veículos automóveis de passageiros: US$ 260 milhões (26,1% do total importado).
  • Aeronaves e outros equipamentos: US$ 171 milhões (17,2% do total), um aumento de 23,3% em relação ao volume registrado em fevereiro de 2025.

Pauta de exportações e participação nacional
As vendas do Espírito Santo para o mercado externo seguem ancoradas em commodities minerais. O minério de ferro e seus concentrados lideraram a pauta, gerando US$ 271 milhões (40,3% do total exportado).

O principal destino dos produtos capixabas foram os Estados Unidos, que absorveram 29% das remessas. O ranking de compradores é seguido por Egito (8%), Coreia do Sul (6%), Itália (6%) e França (6%).

No cenário nacional, o Espírito Santo manteve sua fatia de participação. Nas exportações, o estado representou 5,7% do total da região Sudeste e 2,6% do Brasil. Já nas importações, os números sobem para 8,1% do Sudeste e 4,5% das compras nacionais.

Termos de troca e avaliação
O mês de fevereiro também registrou um avanço de 7,8% nos chamados “termos de troca”, indicador que mede a relação entre os preços do que é exportado e do que é importado. Esse índice positivo ocorreu devido à alta nos valores dos produtos exportados pelo estado somada à redução nos custos dos itens importados, resultando em um ganho de poder de compra e maior competitividade internacional para o Espírito Santo.

Para André Spalenza, coordenador de pesquisa do Connect Fecomércio-ES, os números apontam para um peso estrutural crescente das importações na economia do estado.

“O crescimento das importações, especialmente de bens de maior valor agregado, evidencia o papel do Espírito Santo como plataforma logística nacional e ponto de integração às cadeias globais de produção”, afirmou.

Sobre os parceiros comerciais, o especialista acrescentou: “A concentração das compras externas em países como China e Estados Unidos mostra que o estado não apenas consome, mas também redistribui insumos estratégicos para a indústria e para o mercado interno, o que fortalece sua posição no comércio exterior brasileiro”, avaliou Spalenza.

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Atualizado: 27/03/2026 11:09

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