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Pix por aproximação ganha função que mostra saldo antes da compra

24 jun 2026 - 09:00

Redação Em Dia ES - por Julieverson Figueredo, com informações de Agência Brasil

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Nova funcionalidade opcional integrada ao open finance permite consultar fundos disponíveis em carteiras digitais e visa reduzir transações recusadas
Pix por aproximação ganha função que mostra saldo antes da compra. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

Desde a última segunda-feira (22), os usuários do Pix por aproximação em todo o país podem visualizar o saldo e o limite de suas contas bancárias antes de finalizar uma transferência em carteiras digitais. A medida integra uma nova etapa de atualização do open finance promovida pelo Banco Central, chamada de jornada otimizada. O objetivo da mudança é acelerar os pagamentos e reduzir as falhas geradas por falta de fundos no momento da compra.

Unificação de etapas
De acordo com as informações divulgadas pelo Banco Central, a atualização unificou procedimentos que antes ocorriam de forma separada: o consentimento para o compartilhamento de dados e a autorização para vincular a conta bancária ao serviço de pagamento.

A nova funcionalidade é aplicada em duas modalidades específicas do open finance. A primeira ocorre quando o cliente faz o vínculo de sua conta bancária a uma instituição iniciadora de pagamento, o que abrange o Pix por aproximação. A segunda modalidade envolve a autorização para transferências automáticas entre contas que pertencem ao mesmo titular, conhecidas como transferências inteligentes.

Com a ativação do recurso, o consumidor passa a visualizar diretamente na tela da carteira digital o saldo disponível na conta, o limite autorizado para as transações e a confirmação sobre a possibilidade de conclusão do pagamento antes de efetivar a transação.

Estímulo a novos serviços
O chefe de Subunidade no Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do Banco Central, Matheus Rauber, explicou que a atualização técnica deve impulsionar a criação de novas ferramentas por parte das instituições financeiras.

“Bancos e empresas podem criar novos produtos com essa funcionalidade, tanto vinculados a pagamentos com débito em conta como relacionados a checkout mais fluido, com características de menor abandono de pagamento e de conclusão mais rápida da compra”, afirmou Rauber.

Controle e segurança do consumidor
O Banco Central ressalta que o compartilhamento desses dados financeiros não é automático e depende obrigatoriamente da autorização ativa do usuário durante o processo de vinculação. O cliente tem a liberdade de cancelar o consentimento a qualquer momento, podendo optar por interromper apenas a exibição do saldo e do limite ou extinguir completamente a ligação da conta para pagamentos.

Rauber reforçou a necessidade de atenção por parte dos usuários. “Qualquer que seja a solução ofertada, deve estar claro para o cliente a finalidade de uso dessas informações. Como em qualquer compartilhamento de dados, é importante que o cliente sempre verifique de que forma essa informação será utilizada”, declarou o representante da autoridade monetária.

Em termos de segurança digital, o Banco Central assegura que o ecossistema do open finance opera sob regras rígidas que exigem o consentimento explícito do cidadão, mecanismos de autenticação forte em múltiplas etapas e a participação exclusiva de instituições devidamente autorizadas pelo órgão regulador. A expectativa do Banco Central é que a visualização prévia reduza as recusas por saldo insuficiente e incentive novos modelos de negócios digitais.

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Atualizado: 24/06/2026 09:29

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