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Polícia detalha atuação de facção criminosa após prisões em Linhares

10 jun 2026 - 17:22

Redação Em Dia ES

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Grupo usava câmeras escondidas em postes e ruas para vigiar viaturas e controlar o tráfico no Norte do ES
O grupo investigado é ligado à facção conhecida como PDA, Pó do Aviso. Foto: Divulgação/PCES

A Polícia Civil do Espírito Santo detalhou a “Operação Copa”, deflagrada nesta terça-feira (9) em Linhares, contra uma facção criminosa responsável por tráfico de drogas e homicídios. Segundo as investigações, o esquema mantinha uma estrutura hierárquica bem definida e estratégias para dominar a venda de drogas na região do Pó do Aviso e nos bairros Aviso e Araçá, em Linhares, no Norte do Espírito Santo.

Foram dois anos de investigações, que mostram que o grupo se aproveitava das características da região, com becos e vielas, para dificultar a ação policial e facilitar a comercialização de entorpecentes. A organização criminosa também utilizava câmeras de videomonitoramento instaladas em ruas, postes e residências para controlar a movimentação de moradores, usuários e viaturas policiais.

A polícia informou que as imagens eram transmitidas para centrais de monitoramento instaladas em imóveis ligados aos investigados. Durante a operação, foram apreendidas mais de dez câmeras e quatro equipamentos de gravação, os DVRs.

Segundo a corporação, o tráfico no local funcionava de forma semelhante a um sistema “drive-thru”. Os usuários chegavam, compravam drogas rapidamente e deixavam o local em poucos minutos, reduzindo o tempo de permanência e a exposição dos compradores.

A região também era movimentada pela receptação de produtos furtados e roubados. Segundo a polícia, dependentes químicos frequentemente entregavam joias, aparelhos eletrônicos e outros objetos em troca de drogas. A proximidade do bairro com o Centro da cidade facilitava a revenda dos materiais recebidos pela organização criminosa.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, o grupo investigado é ligado à facção conhecida como PDA, Pó do Aviso. As apurações apontaram que a organização criminosa contava com um forte nível de organização interna e era considerada uma das mais atuantes no município.

Principal alvo da operação
O alvo da Operação Copa foi o núcleo de comando da facção, responsável pela liderança do grupo, pelo braço armado e pela gestão financeira do esquema criminoso.

Foi preso um homem de 33 anos. Também foram detidos um jovem de 20 anos, apontado como integrante do braço armado, e outros dois suspeitos de atuarem nas finanças, de 30 e 35 anos.

Um homem de 41 anos, investigado como integrante da liderança da facção, é considerado foragido. Ele é irmão de outros dois presos na operação, de 38 e 44 anos. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados pela polícia.

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Atualizado: 10/06/2026 17:39

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