política

Maduro busca apoio de Rússia e China em meio à escalada de tensões com os EUA

25 nov 2025 - 08:51

Redação Em Dia ES - com informações da Reuters/CNN Brasil

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Ditador venezuelano afirmou que o momento representa uma oportunidade para aprofundar relação com aliados
Vladimir Putin e Xi Jinping. Foto: Ivan Sekretarev/Mikhail Korytov/Host agency RIA Novosti/Divulgação via REUTERS

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, destacou nesta segunda-feira (24) sua reaproximação com a China e a Rússia, em meio ao aumento das tensões sobre o destacamento dos Estados Unidos no Caribe, após a designação do chamado Cartel de los Soles como organização terrorista estrangeira.

Durante a transmissão de seu programa no canal estatal, Maduro assegurou que a relação com a China é de “confiança profunda, ampla e estável”.

“Durante este período que a Venezuela teve de atravessar, a relação China-Venezuela passou no teste sem sombra de dúvida, e este momento representa uma oportunidade para aprofundá-la e fortalecê-la em todas as frentes de trabalho”, acrescentou o ditador.

Em relação à Rússia, Maduro se referiu à carta que recebeu do presidente Vladimir Putin na véspera de seu aniversário, na qual o presidente russo reafirmou seu apoio à Venezuela e expressou confiança de que o país “superará todas as provações com dignidade”.

O ditador destacou que ambos os governos estão desenvolvendo uma comissão intergovernamental que lhes permitirá finalizar “novos acordos e planos de ação em cooperação petrolífera, financeira, militar, cultural, educacional, científica e tecnológica”.

As declarações do ditador venezuelano surgem horas depois da entrada em vigor da designação do chamado Cartel de los Soles como organização terrorista estrangeira, que Washington afirma ser liderada por Maduro.

Ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. Foto: Leonardo Fernandez Viloria

O líder da Venezuela sempre negou qualquer envolvimento pessoal com o narcotráfico, e seu governo reiteradamente descartou a existência do suposto cartel, que, segundo alguns especialistas, tecnicamente não existe no sentido convencional.

A medida dos EUA ocorre em meio a um destacamento militar no Caribe que reuniu mais de uma dúzia de navios de guerra e 15 mil soldados na região, como parte do que o Pentágono denominou “Operação Lança do Sul”.

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Atualizado: 25/11/2025 09:38

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