Saúde

Hospital Santa Rita reabre alas e centro cirúrgico após eliminar fungo do surto

25 nov 2025 - 09:30

Redação Em Dia ES - por Julieverson Figueredo

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Análises de engenharia ambiental não detectaram material genético do agente causador da histoplasmose nas áreas afetadas. Instituição afirma que fechamento foi medida preventiva
Violência contra a mulher soma 14,5 mil casos no ES em 2025; lei obriga notificação na saúde. Foto: Reprodução

O Hospital Santa Rita, localizado em Vitória, anunciou nesta segunda-feira (24) a reabertura da Ala E e do centro cirúrgico adjacente, locais que haviam sido fechados após um surto de infecções respiratórias. A retomada das atividades ocorre após a instituição receber um laudo técnico que atestou a eliminação do fungo Histoplasma capsulatum, identificado anteriormente como o agente causador do surto que atingiu profissionais e pacientes.

A decisão foi baseada em resultados fornecidos por uma empresa especializada em engenharia ambiental, contratada para realizar a desinfecção e testes de última geração. Segundo o hospital, as amostras de ar e superfícies coletadas nos setores afetados não apresentaram material genético do fungo, garantindo a segurança para trabalhadores, pacientes e acompanhantes.

Medidas de segurança e desinfecção
Em nota, a instituição destacou que a interdição dos setores ocorreu por iniciativa própria e preventiva, sem determinação de fechamento pela Vigilância Sanitária. O hospital informou que segue as normas da legislação sanitária nacional.

“Durante esse período, o hospital realizou uma série de medidas técnicas e estruturais com o objetivo de garantir a máxima segurança para pacientes, colaboradores e profissionais médicos”, comunicou a unidade de saúde.

Entenda o surto
Os primeiros casos foram registrados no final de setembro, inicialmente entre funcionários que apresentavam alterações radiológicas sugestivas de pneumonia. Posteriormente, pacientes e acompanhantes que frequentavam a Ala E também manifestaram sintomas.

A identificação precisa dos agentes causadores ocorreu no dia 10 de novembro, após uma investigação conjunta envolvendo o Hospital, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen), a Vigilância em Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Além do fungo Histoplasma capsulatum, encontrado em fezes de morcegos e pombos e transmitido pela inalação de esporos, as análises detectaram a bactéria Burkholderia cepacia em duas técnicas de enfermagem. Estes foram considerados os casos mais graves da investigação.

Rodrigo Rodrigues, diretor do Lacen, explicou a dinâmica das infecções: “O fungo foi o agente causador do surto. A bactéria esteve presente em dois casos pontuais, e uma das pacientes chegou a ter coinfecção, ou seja, os dois patógenos ao mesmo tempo”.

Investigação das causas
Embora o agente biológico tenha sido identificado, a origem exata da contaminação ambiental ainda não foi conclusivamente confirmada. Técnicos do Lacen e da Vigilância Sanitária apontaram, à época, que obras em andamento na unidade, associadas a poeira e ao sistema de ar-condicionado, podem ter facilitado a dispersão dos esporos.

A Sesa informou que as investigações administrativas continuam em andamento para determinar como os patógenos entraram e se disseminaram no ambiente hospitalar.

Balanço de casos
De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) na última sexta-feira (21), o cenário atual do surto contabiliza 306 notificações totais.

Os números detalhados são:
. Casos confirmados: 44 (sendo 31 funcionários, 8 pacientes e 5 acompanhantes).
. Casos suspeitos: 106.
. Casos descartados: 156.

Em relação às internações, o boletim aponta que há dois pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Não há registros de funcionários ou acompanhantes internados no momento.

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Atualizado: 25/11/2025 10:02

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