Quatro empresas são investigadas por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção desbaratado pela Operação Ícaro. A investigação do Ministério Público de São Paulo levou nesta terça-feira (12) à prisão temporária do dono da Ultrafarma, Sidney Oliveira, e do diretor estatutário da Fast Shop, Mário Otávio Gomes.
Entre essas firmas estão o grupo que controla os supermercados Oxxo, a varejista Kalunga, a Rede 28, de postos de combustíveis no interior paulista, e a Allmix Distribuidora, com sede em Cotia (SP). Embora citadas nos relatórios da operação, nenhuma foi alvo dos mandados de busca e apreensão cumpridos nesta terça-feira.
Segundo as investigações, o esquema seria comandado pelo auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, também preso temporariamente hoje, e teria rendido mais de R$ 1 bilhão em propina.
O servidor público manipularia processos administrativos da Secretaria de Estado da Fazenda de São Paulo para facilitar a quitação de créditos tributários e, em contrapartida, receberia pagamentos por meio de uma empresa em nome da própria mãe, chamada Smart Tax.
Nas quebras de sigilo autorizadas pela Justiça, identificaram e-mails que indicam que mais empresas podem ter se beneficiado do esquema comandado pelo auditor fiscal.
Em relação à rede Oxxo, os promotores citam mensagem trocada entre o setor jurídico do grupo de supermercados e o contador da Smart Tax, Agnaldo de Campos, apontado como “testa de ferro” do auditor fiscal preso pela operação.
Os promotores destacam ainda que tanto o auditor fiscal quanto os demais envolvidos no esquema teriam condições de apresentar documentos em nome das empresas arroladas, como Ultrafarma e a Rede 28, proprietária de postos de combustíveis em cidades como Amparo e Campinas.


















