Uma operação conjunta da EDP e da Polícia Civil identificou uma ligação clandestina de energia elétrica em uma distribuidora de bebidas localizada no bairro Nova São Mateus, no município de São Mateus, Norte do Espírito Santo, nesta sexta-feira (4). A ação ocorreu durante uma fiscalização com apoio técnico e pericial, e confirmou o furto de energia por meio de uma ligação trifásica direta na rede da concessionária, sem qualquer medição de consumo.
De acordo com a EDP, a energia desviada alimentava todo o funcionamento do estabelecimento de forma irregular. O ramal clandestino foi retirado imediatamente pelos técnicos da empresa. Um inquérito policial será instaurado para apurar o crime, tipificado no artigo 155 do Código Penal Brasileiro, que trata de furto, com pena prevista de reclusão de um a quatro anos, além de multa.
Responsabilidade e ressarcimento
Além das implicações criminais, o responsável pela distribuidora deverá ressarcir à EDP os valores correspondentes ao consumo não registrado durante o período da irregularidade, conforme estabelece a Resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Também serão cobrados os custos operacionais e administrativos relacionados à detecção e regularização da fraude.
A operação contou com a presença de policiais civis do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic) de Vitória, peritos do Departamento de Engenharia Forense do Instituto de Criminalística da Polícia Científica, além de técnicos especializados da concessionária.
A EDP alerta que o furto de energia é uma prática ilegal e representa risco à segurança pública. “Essa prática pode causar sobrecargas, danos à rede elétrica, interrupções no fornecimento e até acidentes graves”, destacou a concessionária em nota. A empresa reforça a importância de denúncias anônimas, que podem ser feitas por meio dos seus canais oficiais.


















