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Inteligência Artificial já opera em radares nas rodovias brasileiras

07 jan 2026 - 10:25

Redação Em Dia ES

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O objetivo é inibir as principais infrações de trânsito
A novidade representa uma mudança significativa. Foto: Fernando Madeira

Rodovias brasileiras já contam com radares equipados com Inteligência Artificial (IA). A tecnologia é uma aliada para identificar infrações que, até pouco tempo atrás, dependiam quase exclusivamente da fiscalização humana. Entre elas, duas das mais comuns e perigosas no trânsito: dirigir sem cinto de segurança e usar o celular ao volante.

A novidade representa uma mudança significativa na forma como o país monitora e pune comportamentos de risco nas estradas, inaugurando uma nova etapa da fiscalização eletrônica. Diferentemente dos radares tradicionais, focados basicamente em velocidade, os novos equipamentos utilizam câmeras de alta resolução combinadas com algoritmos de visão computacional.

Esses sistemas analisam imagens em tempo real e são treinados para reconhecer padrões específicos, como: ausência do cinto de segurança no corpo do condutor; posição das mãos indicando o uso de celular; inclinação da cabeça e foco visual incompatíveis com a condução.

A IA cruza essas informações automaticamente e gera registros que podem resultar em autuação, sempre seguindo os critérios técnicos e legais definidos pelos órgãos de trânsito. Na prática, é como se a rodovia tivesse um “olho digital” atento a comportamentos que colocam vidas em risco.

Principal fator de risco no trânsito
Segundo especialistas em segurança viária, o uso do celular durante a condução se consolidou como um dos principais fatores de risco no trânsito brasileiro. Ler mensagens, responder notificações ou até fazer chamadas aparentemente rápidas reduz drasticamente o tempo de reação do motorista.

Estudos apontam que alguns segundos de distração a 80 km/h equivalem a percorrer dezenas de metros praticamente “no escuro”. É exatamente esse tipo de comportamento que a nova tecnologia busca coibir.

Não por acaso, o tema tem sido tratado como prioridade por órgãos como o Departamento Nacional de Trânsito e pelos Detrans estaduais.

O cinto de segurança continua sendo um problema
Mesmo após décadas de campanhas educativas, o não uso do cinto de segurança ainda é recorrente, especialmente em trajetos curtos ou em vias urbanas e rodoviárias consideradas “seguras” pelo motorista.

A inteligência artificial consegue identificar a ausência do cinto mesmo em diferentes condições de iluminação, ângulos e tipos de veículos, algo que antes dependia de abordagens presenciais. A lógica é simples: tecnologia para reduzir a tolerância ao erro humano, antes que ele se transforme em tragédia.

Multa, pontos e respaldo legal
É importante destacar que o uso de IA não muda a legislação vigente. As infrações continuam previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

  • Uso do celular ao volante: infração gravíssima, com multa e pontos na CNH;
  • Conduzir sem cinto de segurança: infração grave, também com penalidades previstas.

Os registros feitos pelos radares passam por validação e seguem os mesmos trâmites administrativos aplicados a outros tipos de fiscalização eletrônica, sob a supervisão de órgãos como o Conselho Nacional de Trânsito.

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Atualizado: 07/01/2026 10:54

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