Equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo completaram mais de 24 horas de atuação no combate a um incêndio de grandes proporções que atingiu um centro logístico no polo de Canaã, em Viana, na Grande Vitória. O fogo, que teve início na manhã de sábado (7), consumiu toda a estrutura do galpão e as mercadorias armazenadas, mas não deixou vítimas.
Operação complexa e contínua
No domingo (8), os militares permanecem no local trabalhando no controle das chamas e na estabilização do cenário. De acordo com a assessoria de imprensa da Corporação, a operação não tem data definida para acabar. O trabalho deve seguir até a extinção completa do fogo e a fase de rescaldo, etapa em que os últimos focos são eliminados e a temperatura do ambiente é reduzida.
Cerca de 70 a 80 bombeiros atuaram no combate direto. Desde o início da operação, mais de 400 mil litros de água foram utilizados. Além dos caminhões de incêndio e viaturas da corporação, a ação conta com o apoio de caminhões-pipa cedidos pela Prefeitura de Viana e pelos proprietários do local.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o combate está sendo realizado principalmente pela parte externa, ou “por proximidade”. Isso ocorre porque a cobertura do estabelecimento colapsou parcialmente logo no início da ocorrência, tornando a entrada no imóvel insegura devido à instabilidade da estrutura remanescente.
Ocorrência e impacto visual
O incêndio começou por volta das 6h de sábado (7). No momento, havia um segurança no local, que conseguiu sair sem ferimentos. O sistema de sprinklers chegou a ser acionado para tentar combater as chamas iniciais.
O galpão atingido, com aproximadamente 30 mil metros quadrados, abrigava cinco empresas, incluindo um depósito da rede de Supermercados BH e a empresa do setor de cosméticos Ybera Group. No local, havia materiais diversos e de alta combustão, como produtos alimentícios, derivados de petróleo, embalagens, remédios, produtos automotivos e estruturas metálicas.
A queima desses materiais gerou uma imensa cortina de fumaça escura, que pôde ser vista a cerca de 19 quilômetros de distância, incluindo pontos como a Terceira Ponte, a Baía de Vitória e a região da Enseada do Suá. O cenário causou apreensão na vizinhança. “Acordei com minha mãe chorando. Quando vi a fumaça, fiquei apavorada”, relatou a moradora Renata Silva.
Estratégia de confinamento
O Coronel Siwamy, do Corpo de Bombeiros, explicou que a prioridade inicial foi evitar que o fogo se alastrasse para outras áreas do complexo logístico.
“Quando chegamos, confinamos o incêndio apenas nesse galpão. Isolamos as áreas de risco e percebemos que não houve expansão para outras estruturas”, afirmou o coronel. Ele reforçou a dificuldade técnica da operação: “Não há segurança para adentrar o local, porque as estruturas oferecem risco. Por isso, fazemos muito combate por proximidade”.
Posicionamento das empresas
A rede Supermercados BH confirmou que os danos foram severos, resultando na perda total da estrutura e das mercadorias. Em nota, a empresa destacou que “a segurança de nossos colaboradores é prioridade absoluta” e informou que o Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente após a identificação do foco de incêndio.
O Ybera Group comunicou que já acionou seus protocolos de segurança e seguros para a retomada operacional, além de estar prestando suporte às equipes. No site da empresa, foi informado que as vendas no e-commerce estão temporariamente suspensas para garantir a segurança da equipe e a qualidade dos processos.
As causas do incêndio ainda são desconhecidas e serão apuradas pelas autoridades competentes. O laudo técnico com as conclusões sobre a origem do fogo deve ser concluído em até 20 dias.


















