Em 2022, as vendas no Dia das Crianças devem crescer 5,6% no Espírito Santo em relação ao ano passado. É a maior expectativa de crescimento do país, segundo estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
O faturamento no Estado, segundo a CNC, será de R$ 240,3 milhões. São Paulo (R$ 2,617 bilhões), Minas Gerais (R$ 826,5 milhões), Rio Grande do Sul (R$ 741,1 milhões) e Rio de Janeiro (R$ 702,7 milhões) deverão responder por quase 60% do total movimentado no Brasil.
Em todo o país, a estimativa da CNC é que o volume de vendas seja de R$ 8,13 bilhões. No ano passado, o setor registrou movimentação financeira de R$ 8,39 bilhões. Ou seja, haverá queda de 3,1% em 2022.
Por outro lado, o avanço será de 12,8% em relação a 2020, ano da pandemia, quando o volume de vendas foi de R$ 7,44 bilhões.
Assim, segundo a CNC, o varejo chegará a terceira data comemorativa em volume de vendas mais importante do calendário (atrás apenas do Natal e do Dia das Mães) com a
circulação de consumidores já normalizada em relação ao fluxo observado nas semanas que antecederam o início da pandemia de Covid–19.
“Em meados de setembro, o fluxo de consumidores em áreas comerciais no Brasil era 5,0% maior do que em fevereiro de 2020. Às vésperas da data do ano passado, a circulação de consumidores em estabelecimentos comerciais situava–se 6,6% abaixo do período pré–pandemia”.
Segmentos
O segmento de vestuário e calçados será o destaque na data este ano, respondendo por 29% (R$ 2,44 bilhões) do volume projetado, seguido pelo ramo de eletroeletrônicos e brinquedos (27% ou R$ 2,20 bilhões). Com movimentação esperada de R$ 1,45 bilhão, perfumarias e farmácias devem registrar o maior avanço (+3,0%) em relação ao ano passado.
IPCA-15
Após atingir um pico de 12,2% no acumulado em doze meses, em maio deste ano, o IPCA–15 vem mostrando desaceleração desde então. Ainda assim, pela expectativa da CNC, o preço médio dos bens e serviços relacionados ao Dia das Crianças tende a subir 8,7% neste ano.
Se confirmada esta previsão, seria o maior percentual de reajuste desta cesta de itens desde 2016 (+8,8%), quando o IPCA–15 também desacelerava, após acumular variação de dois dígitos no ano anterior.
Dentre os produtos e serviços mais demandados nessa época do ano, tendem a se destacar os reajustes nos preços dos brinquedos (+20,2%), tênis (+17,6%) e sapato infantil (+15,0%). Dos onze itens avaliados, apenas videogames devem estar mais baratos que no ano passado (–1,3%).


















