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Dia do Feijão: alimento essencial à saúde movimenta economia no Espírito Santo

10 fev 2026 - 13:30

Redação Em Dia ES - por Julieverson Figueredo

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Data celebrada nesta terça-feira (10) aponta benefícios do grão para a saúde e traz dados sobre a produção no Espírito Santo, que somou mais de 9,7 mil toneladas em 2025
Dia do Feijão reforça importância nutricional e destaca agricultura familiar capixaba. Foto: Getty Images

Celebrado nesta terça-feira (10), o Dia do Feijão destaca a relevância cultural e nutricional de um dos alimentos mais simbólicos da mesa brasileira, que, apesar da queda no consumo nacional, mantém papel estratégico na agricultura do Espírito Santo. A data serve para reforçar a importância do grão na segurança alimentar, suas propriedades benéficas à saúde e sua contribuição para a geração de renda no campo capixaba.

Produção e cenário no Espírito Santo No Espírito Santo, o feijão desempenha uma função relevante na diversificação agrícola e no abastecimento local, sendo cultivado majoritariamente em sistemas ligados à agricultura familiar. Dados de 2025 indicam que o Estado produziu 9.734 toneladas do grão, ocupando uma área de 8.876 hectares.

Embora a produção capixaba seja de menor escala em comparação a outras culturas, a cadeia produtiva é considerada estratégica para as políticas públicas estaduais. O subsecretário de Estado de Desenvolvimento Rural, Michel Tesch, ressalta o impacto social e econômico do cultivo.

“O feijão é um alimento essencial na mesa dos brasileiros e também uma cultura importante para a agricultura familiar capixaba, contribuindo para a geração de renda e o abastecimento de alimentos no Estado”, destacou o subsecretário.

Valorizar essa produção é visto como uma forma de fortalecer o desenvolvimento rural e garantir a segurança alimentar, inserindo o produto nas estratégias voltadas para o futuro do campo no Espírito Santo.

Consumo e mudanças de hábito Apesar de ser citado na música “Feijão Maravilha”, de Gonzaguinha, como uma preferência de “dez em dez brasileiros”, o consumo do alimento tem registrado declínio. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2023, cada brasileiro consumiu, em média, 12,8 kg de feijão por ano. O número representa uma queda em relação a décadas anteriores, quando a média era de 18,8 kg.

A Embrapa Arroz e Feijão estima um consumo per capita atual de cerca de 12,2 quilos de feijão-comum ao ano. A redução é atribuída às mudanças nos hábitos alimentares da população e ao aumento da ingestão de produtos ultraprocessados.

História e versatilidade A origem do feijão remonta a cerca de 10 mil anos antes de Cristo, com descobertas arqueológicas indicando as primeiras plantações na região do atual Peru. No Brasil, o grão já estava presente na alimentação antes da chegada dos portugueses no século XVI.

Com a colonização, novas variedades foram incorporadas e a influência africana introduziu diferentes formas de preparo, consolidando o feijão como base da dieta diária nacional. Sua versatilidade gastronômica vai além do tradicional “arroz com feijão”, abrangendo pratos como feijoada, tutu, feijão-tropeiro, baião de dois, caldos, saladas, pastas e até hambúrgueres vegetais.

As variedades mais populares no país incluem o feijão-carioca, preto, fradinho e branco, cada um adaptado a diferentes tradições regionais.

Benefícios para a saúde
O valor nutricional do feijão é um dos pontos centrais da celebração da data. O alimento é fonte de proteínas vegetais, fibras, ferro, vitaminas do complexo B e minerais essenciais. Entre os tipos consumidos, o feijão preto e o fradinho se destacam pelo maior teor de ferro e antioxidantes.

Estudos indicam que o consumo regular auxilia no controle da glicemia, promove saciedade e ajuda na redução do risco de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2. Pesquisas publicadas na revista Nutrition Journal apontam que dietas ricas em feijão e outras leguminosas podem reduzir a HbA1c (hemoglobina glicada) em cerca de 0,5% em três meses em pacientes com diabetes tipo 2, contribuindo para a manutenção da saúde metabólica.

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Atualizado: 10/02/2026 14:40

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