A Polícia Científica do Estado do Espírito Santo (PCIES) ultrapassou a proporção de 200 perfis genéticos cadastrados para cada 100 mil habitantes, marco que rendeu ao órgão uma homenagem da Polícia Federal. Por meio do Laboratório de DNA Forense (LABDNA), o estado soma atualmente 9.646 perfis integrados à base nacional, volume que já auxiliou em mais de 86 investigações policiais e garantiu a identificação de 30 pessoas desaparecidas. A alimentação do sistema ocorre mediante a coleta de materiais de condenados, custodiados, vítimas de violência sexual, familiares de desaparecidos e vestígios em locais de crime.
Composição do banco capixaba
O Banco Estadual de Perfis Genéticos do Espírito Santo (BEPG-ES), coordenado pela perita oficial criminal Carolina Mayumi Vieira, foi instituído em 2014. Dos 9.646 cadastros ativos na base, a maioria é proveniente da população carcerária e de cenas de crime. O detalhamento das amostras capixabas é dividido da seguinte forma:
- 7.778 perfis de condenados;
- 748 vestígios coletados em locais de crime;
- 533 restos mortais não identificados;
- 405 amostras de pessoas desaparecidas e seus familiares;
- 11 perfis de pessoas vivas com identidade desconhecida.
Posição nacional e impacto nas investigações
Os dados inseridos pelo Espírito Santo compõem a Rede Integrada de Perfis Genéticos (RIBPG), coordenada pela Polícia Federal e iniciada em 2009. Em números absolutos de inserções, o Espírito Santo ocupa a nona posição entre os estados brasileiros.
Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) indicam que, em março de 2026, a rede nacional conta com 272.275 perfis cadastrados em todo o Brasil. Esse montante de dados genéticos permitiu, até o momento, a identificação de 726 pessoas desaparecidas em todo o território nacional.
A homenagem concedida pela Polícia Federal à Polícia Científica do Espírito Santo ocorre em reconhecimento ao desempenho do estado na ampliação dessa ferramenta estratégica para a elucidação de crimes.
Histórico e padronização técnica
O Laboratório de DNA Forense (LABDNA), que integra o Instituto de Laboratórios de Análises Forenses (ILAF) da PCIES, foi criado no ano de 2006 e completa 20 anos de atuação em julho de 2026.
A perita-chefe do LABDNA, Bianca Bortolini Merlo, avalia que a homenagem da Polícia Federal valida o rigor técnico mantido pela unidade. “Esse resultado reflete o trabalho contínuo do laboratório na produção de perfis genéticos com qualidade e dentro dos padrões exigidos pela rede nacional. A integração entre os estados fortalece a segurança pública e a identificação de pessoas desaparecidas”, declarou a perita-chefe.


















